A Comissão Internacional Independente sobre a Palestina, organismo do sistema das Nações Unidas, divulgou hoje o documento de 18 págimas que vai ser debatido na próxima semana no Conselho de Direitos Humanos da ONU.
O relatório refere que o Estado de Israel é o principal responsável pelas ações dos colonos na Cisjordânia, enquanto as forças ligadas ao Hamas são responsáveis pelos atos cometidos pelos militantes palestinianos em Gaza.
"O que é perturbadoramente semelhante é a imposição deliberada de sofrimento à população civil palestiniana", observou o jurista indiano Srinivasan Muralidhar, que sucedeu este ano à juíza sul-africana Navi Pillay como presidente da comissão da ONU sobre a Palestina.
"A semelhança perturbadora reside na imposição deliberada de sofrimento à população civil palestiniana", acrescentou o jurista.
O relatório denunciou ainda um aumento do número de ataques de colonos israelitas contra palestinianos.
A violência dos colonos na Cisjordânia "serve como meio para implementar a política do Estado israelita", uma vez que todos "trabalham para os mesmos objetivos estratégicos, incluindo a manutenção da ocupação e a consolidação de colonatos israelitas ilegais", conclui o texto.
Em Gaza, o relatório da comissão identificou 249 casos de execuções e violência grave em 2024 e 2025, que fizeram pelo menos 108 mortos e 384 feridos, estando o Hamas implicado em aproximadamente 60 incidentes, "incluindo duas execuções públicas de onze homens".
Os atos de violência constituem crimes de guerra e violações do direito internacional, frisou a comissão.
O atual presidente da comissão da ONU declarou estar alarmado "com a gravidade e o carácter público das medidas punitivas do Hamas em Gaza, que infligem um trauma profundo a uma população civil já severamente traumatizada".
Foto: Depositphotos
homepage







