Loja de produtos naturais acusa IGAE de manipular factos para mostrar serviço

PorFretson Rocha, Rádio Morabeza,28 fev 2019 7:23

O gerente da loja de "produtos naturais - para tratamentos alternativos", em São Vicente, acusa a Inspecção-Geral das Actividades Económicas (IGAE) de manipular factos para mostrar serviço. Em causa, informações avançadas esta terça-feira na página oficial de Facebook da instituição, dando conta da apreensão de mais de 15 mil unidades de produtos, entre os quais medicamentos, no referido estabelecimento.

De acordo com a mesma publicação, a IGAE terá apreendido medicamentos, como amoxicilina, albendazol, metronidazol, clopromazina, mebendazol, indometacina, fluconazol, com valores por apurar, de importação e de comércio ilegal. A instituição também dava conta que na mesma loja foi encontrada uma máquina de uso médico não autorizado, que servia de base para consultas médicas, além de “dezenas de produtos eróticos”. Apreensões, que, de acordo com a própria instituição estarão avaliadas em cerca de 3 milhões de escudos.

Em nota de esclarecimento enviada esta quarta-feira à nossa redacção, o gerente da ervanária chinesa, através do seu advogado, acusa a Inspecção-Geral das Actividades Económicas de manipular a verdade dos factos para “mostrar serviço aos chefes da Praia”, sem se preocupar com a verdade e com a imagem do estabelecimento e seus funcionários.

“Com todo o respeito que a instituição nos merece, cujo desempenho deve pautar pela legalidade, verdade dos fatos, ética e princípios de colaboração, a verdade é que esta notícia foi totalmente manipulada pela IGAE, se calhar com o objectivo de mostrar serviço aos chefes da Praia, sem se preocupar em relatar a verdade dos fatos e a imagem do estabelecimento e dos funcionários. Isto é muito grave para a credibilidade de uma Instituição que se quer séria e responsável”, lê-se na nota.

No mesmo documento, a loja esclarece que, depois do licenciamento por parte da Câmara Municipal, autoridade competente para o efeito, abriu as suas portas há praticamente um ano e tem comercializado, "apenas e só", produtos naturais, com origem em plantas medicinais. Foram estes produtos naturais que, segundo diz, a IGAE encontrou nas prateleiras para venda, e numa prateleira na cave, como reforço de stock.

“Não foi encontrado nenhum ouro produto, que não fosse de origem em plantas medicinais, exposto nas prateleiras para venda”, garante.

A empresa assegura que cerca de 90% dos produtos apreendidos são de origem em plantas medicinais, cuja venda não carece de prescrição médica.

“Aliás, os produtos continham a sigla OTC, referência internacional para produtos naturais, cujo consumo não carece de prescrição médica”, informa.

No mesmo sentido, afirma que o único problema levantado pela IGAE em relação a estes produtos, é que não tinham um rótulo em português para permitir aos utentes ler a origem e a composição do produto, tendo os proprietários concordado em corrigir a situação.

No que diz respeito à quantidade de produtos apreendidos, 15.000 unidades, anunciada pela IGAE, a loja refuta categoricamente esta informação.

“Essa quantidade absurda, disparada sem nenhuma responsabilidade, pelos inspectores da IGAE, daria para abrir uma fábrica de medicamentos”, refere.

Da mesma forma a ervanária nega o valor de 3 milhões de escudos em produtos apreendidos, realçando que os produtos naturais que estavam a ser comercializados não ultrapassam o valor de um milhão de escudos. Quanto à alegada apreensão de produtos eróticos, a empresa diz que tal facto não corresponde à verdade, uma vez que “não foi encontrado na prateleira nenhum produto erótico à venda”.

“Quanto ao aparelho referido, trata-se de um equipamento de apoio ao técnico em medicina tradicional chinesa, sem capacidade para fazer diagnóstico médico. Apenas confere os níveis de açúcar, colesterol, massa corporal, etc que pode estar em qualquer farmácia. Na China, o equipamento pode ser vendido a qualquer particular para uso privado”, esclarece.

Por outro lado, confirma que foram encontrados alguns medicamentos de origem química, cerca de 10% da totalidade dos produtos apreendidos, que se encontravam encaixotados - cerca de quatro caixotes com 30 a 40 produtos -, devidamente selados na cave do estabelecimento, totalmente separados dos produtos naturais para venda.

Através do seu advogado, o estabelecimento esclarece que esses medicamentos foram importados há cerca de seis meses, juntamente com os produtos naturais, mas, por falta de autorização para os comercializar, os caixotes nunca foram abertos e produtos não foram colocados à venda.

“Todas estas informações foram prestadas aos inspectores da IGAE durante a inspecção, mas ignoraram-nas totalmente”, explica o representantes dos proprietários da loja.


Leia na íntegra a nota de esclarecimento: 


FICA MUITO MAL A IGAE MANIPULAR FATOS PARA MOSTRAR SERVIÇO, SEM SE PREOCUPAR COM A VERDADE E A IMAGEM DO ESTABELECIMENTO E DOS FUNCIONÁRIOS

A IGAE (Inspeção Geral das Instituições Económicas) numa nota publicada na rede social Facebook informou que foi apreendida numa loja de produtos naturais-ervanaria, na ilha de São Vicente, mais de 15000 unidades de diversos produtos. A mesma acrescentou que estes medicamentos eram de importação ilegal e de comércio ilegal. Informou ainda que “No estabelecimento também foi encontrado uma máquina de uso médico não autorizado, que servia de base para consultas médicas”.

Também, na ervanária foram encontradas dezenas de produtos eróticos. As apreensões estão avaliadas em cerca de 3 milhões de escudos.

Com todo o respeito que a Instituição nos merece, cujo desempenho deve pautar pela legalidade, verdade dos fatos, ética e princípios de colaboração, a verdade é que esta notícia foi totalmente manipulada pela IGAE, se calhar com o objetivo de mostrar serviço aos chefes da Praia, sem se preocupar em relatar a verdade dos fatos e a imagem do estabelecimento e dos funcionários. Isto é muito grave para a credibilidade de uma Instituição que se quer séria e responsável.

A Loja “Produtos naturais para tratamentos alternativos”, depois do licenciamento por parte da Câmara Municipal, autoridade competente para o efeito, abriu as suas portas há praticamente um ano, e tem comercializado, apenas e só, produtos naturais com origem em plantas medicinais. Foram estes produtos naturais que a IGAE encontrou nas prateleiras para venda, e numa prateleira na cave como reforço de stock. Não foi encontrado nenhum ouro produto, que não fosse de origem em plantas medicinais, exposto nas prateleiras para venda.

Cerca de 90% dos produtos apreendidos são de origem em plantas medicinais, cuja venda não carece de prescrição médica. Aliás, os produtos continham a sigla OTC, referencia internacional para produtos naturais, cujo consumo não carece de prescrição médica. O único problema levantado pela IGAE em relação a estes produtos, e bem, do nosso ponto de vista, é que não tinham um rótulo em português para permitir os utentes ler a origem e a composição do produto. Nisso todos estiveram de acordo, e prontamente os proprietários disponibilizaram-se para corrigir esta insuficiência

Não foi encontrado nenhum produto à venda, sem a sigla OTC, ou de origem químico, muito menos a quantidade referida (15.000 unidade). Essa quantidade absurda disparada, sem nenhuma responsabilidade, pelos inspetores da IGAE, daria para abrir uma fábrica de medicamentos.

É verdade que foram encontrados alguns medicamentos de origem químico, cerca de 10% da totalidade dos produtos apreendidos, que se encontravam encaixotados (cerca de quatro caixotes com 30 a 40 produtos no máximo), devidamente selados na cave do estabelecimento, e totalmente separados dos produtos naturais para a venda. Esses medicamentos foram importados há cerca de seis meses juntamente com os produtos naturais, mas, por falta de autorização para os comercializar, os caixotes nunca foram abertos e colocados à venda. E foram encontrados exatamente iguais a seis meses atrás quando foram importados. Todas estas informações foram prestadas aos inspetores da IGAE durante a inspeção, mas ignoraram-nas totalmente.

Uma outra notícia intencionalmente mal prestada, diz respeito as dezenas de produtos eróticos. Dito da forma como dito, fica a impressão de que vendia-se na loja produtos eróticos. Não corresponde à verdade que a Loja “Produtos naturais para tratamentos alternativos”, andava a vender produtos eróticos. Não foi encontrado na prateleira nenhum produto erótico à venda.

Quanto ao aparelho referido, trata-se de um equipamento de apoio ao técnico em medicina tradicional chinesa, sem capacidade para fazer diagnostico médico. Apenas confere os níveis de açúcar, colastrol, massa corporal,.. etc que pode estar em qualquer farmácia. Na china o equipamento pode ser vendido a qualquer particular para uso privado.

Igualmente não se compreende com que base é que avaliaram os produtos para chegar no preço de três milhões de escudos. Os produtos naturais que estavam a ser comercializados não ultrapassam o valor de 1.000.000$00 (um milhão de escudos).

Uma palavra para a arrogância e prepotência dos inspetores da IGAE que obrigaram os funcionários da loja a fazerem de interpretes, a trabalhar muito para além da hora de trabalho, arrumando caixotes que eles desarrumaram, a fazer contagem de produtos à sua ordem, com ameaças de prisão, sem qualquer respeito para as pessoas.

A IGAE é uma instituição de grande utilidade para país, e deve exercer as suas funções em nome da saúde pública, mas os seus inspetores carecem de humildade, sem perda de autoridade, na abordagem dos estabelecimentos, que, no fundo, são a razão da existência da IGAE.

Esta é a verdade dos fatos, por isso, aguardamos tranquilamente a notificação das infrações para reagir no fórum próprio.

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Autoria:Fretson Rocha, Rádio Morabeza,28 fev 2019 7:23

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  20 nov 2019 23:21

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