​“Estamos a consumir micro-plásticos sem nos darmos conta” - DNA

PorFretson Rocha, Rádio Morabeza,11 jun 2019 14:31

Cabo Verde precisa de entrar na campanha mundial contra os plásticos. Em causa o facto de, para além dos problemas que acarreta a nível da conservação da biodiversidade marinha, o plástico estar a causar problemas de saúde aos seres humanos através do consumo de microplásticos.

O alerta é da Direcção Nacional do Ambiente (DNA), através da directora do serviço de conservação da natureza, Sónia Lopes, que apresentou, esta segunda-feira o painel “Gestão e Sustentabilidade das Áreas Protegidas em Cabo Verde”, no âmbito do Seminário de Restituição sobre jornalismo e Ambiente, que aconteceu na cidade da Praia.

O evento foi promovido pela Rede de Jornalistas para o Ambiente (REJA), em parceria com a Associação para a Defesa do Ambiente (ADADF) e o Programa Regional Costeiro Marítimo da África Ocidental (PRCM).

“Há uma grande campanha a nível internacional contra os plásticos, em que acho que nós aqui em Cabo Verde também devemos entrar. O plástico tem causado um grande problema, não só para a biodiversidade marinha, mas também para nós, como humanos, porque estamos a consumir micro-plástico, que é muito pior. Estamos a consumir micro-plásticos sem nos darmos conta. Muitas vezes a resposta para doenças que nós hoje não conseguimos explicar está no que é que estamos a consumir”, alerta.

Micro-plásticos são pequenos pedaços de plástico que poluem o meio ambiente e que ingeridos por peixes e crustáceos podem ser posteriormente consumidos pelos seres humanos. De acordo com um estudo publicado no dia 5 de Junho, por uma equipa científica da universidade canadiana British Colúmbia, uma pessoa pode ingerir e respirar entre 70.000 e 121.000 partículas de micro-plásticos por ano, cujos efeitos sobre a saúde ainda são incertos. Os dados referem-se ao norte-americano médio.

No que diz respeito ao lixo de diferentes países do mundo que chegam às encostas de várias ilhas, nomeadamente em Santa Luzia, Maio e Boavista, a responsável explica que estabelecer quotas para os países de origem é muito difícil.

“É um lixo que vem de vários países do mundo e nós nem entendemos como é que chega aqui. Claro que é através de correntes, mas fica muito difícil [instituir] quotas para os países com relação a isso”, diz.

Mais de 20 toneladas de lixo foram recolhidas em três dias, durante o mês de Março, na ilha de Santa Luzia.

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Autoria:Fretson Rocha, Rádio Morabeza,11 jun 2019 14:31

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  23 ago 2019 23:22

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