Dois navios de pesca encalhados no Lazareto

PorLourdes Fortes, Rádio Morabeza,23 jul 2019 22:32

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Duas embarcações estrangeiras, de pesca industrial, encalharam hoje à tarde, na localidade do Lazareto, em São Vicente. Os dois navios, Ruitaifen 903 e Lian Run 35, de pavilhão da Guiné-Conacri, pertencem à companhia Dalian Lian Run Pelagic Fisheries CO, e encontravam-se ancorados nas proximidades da Cabnave

Segundo o Instituto Marítimo e Portuário (IMP), em conferência de imprensa realizada ao final do dia, “os cabos que seguravam as embarcações partiram-se devido ao vento forte. Um dos navios ficou à deriva e a outra, que se encontrava fundeada, levantou ferro para socorrer a primeira que partiu os cabos. Acabaram as duas por encalhar”.

Um dos navios estava fundeado e o outro atracado a contrabordo, “de braços dados”.

De acordo com o vogal executivo do IMP, Manuel Vicente, as operações foram suspensas devido à baixa-mar e serão retomadas às primeiras horas de manhã de quarta-feira.

“Estão assentes no fundo, que acreditamos ser totalmente areia , estando assentes no fundo e com a maré baixa a probabilidade de se deslocarem mais para terra é remota, quase que improvável, por isso é que aproveita-se amanhã, quando a maré estiver a subir, com os rebocadores consegue-se afasta-las para o largo, em principio pensa-se que sim, antes da maré subir totalmente”, indica.

O responsável do IMP descarta para já qualquer perigo de rompimento e de poluição.

“Da avaliação que se fez, as embarcações estando no fundo de areia não há perigo de rompimento. À primeira vista, não há perigo de poluição e também não há perigo de emborcamento. A avaliação do que colhemos no terreno hoje é que vão estar no mesmo sítio. Esperamos que assim seja, quando retomarmos as operações", diz.

Não há informações sobre quantas pessoas estão a bordo.

Durante as operações de resgate, hoje à tarde, foram observadas dificuldades de comunicação entre a equipa de salvamento e a tripulação dos navios. Informação confirmada por Manuel Vicente que afirma que “não se sabe qual a língua dominante a bordo”.

“De facto, não houve possibilidades de estabelecer comunicação entre terra e as embarcações. A informação que se obteve é que ninguém nessas embarcações consegue expressar-se em inglês, que é a língua de trabalho marítimo”, explica.

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A operação de desencalhe, será retomada esta quarta-feira e deverá contar também com o apoio de um rebocador espanhol, que está no Mindelo.

O IMP aponta para abertura de um processo de averiguações “para apurar os factos e adoptar medidas que possam ser eficazes na prevenção destas situações no futuro”. 

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Autoria:Lourdes Fortes, Rádio Morabeza,23 jul 2019 22:32

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  16 abr 2020 23:21

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