Segundo a IFH, à véspera da ordem de desocupação, uma das ocupantes, Gisela Santos, enviou uma carta à empresa manifestando a intenção de permanecer gratuitamente na habitação.
“Tal pedido foi negado, pois o referido apartamento já estava em fase de negociação para arrendamento”, esclareceu a IFH no comunicado.
Além disso, a empresa desmentiu qualquer acordo sobre a cedência de um espaço no complexo habitacional Ipomea.
A IFH garante que já havia tentado dialogar com os ocupantes anteriormente para sensibilizá-los sobre a ilegalidade da ocupação e solicitar a saída voluntária. “Entramos em contato com os ocupantes para explicar que não podiam permanecer nos espaços e que teriam de sair. Infelizmente, as reações foram negativas”, informou.
Diante da recusa, uma nova abordagem foi feita no início de Março, desta vez com o apoio das autoridades locais.
“Mais uma vez, a acção não teve sucesso, e as reacções das ocupantes foram muito negativas. Temos recebido várias reclamações dos moradores sobre o comportamento dessas ocupantes”, acrescentou a IFH.
Sem outra alternativa, a empresa avançou com os trâmites legais para a desocupação, notificando formalmente os ocupantes e estabelecendo um prazo para a saída.
Como a ordem não foi cumprida, a IFH, com o suporte das autoridades, executou a restituição da posse dos imóveis.
A empresa reforçou que continuará a atuar dentro dos trâmites legais para garantir a gestão adequada dos seus empreendimentos e a ordem nas suas propriedades.
Segundo noticiou a Inforpress, a polícia executou ontem uma ordem de despejo de duas famílias que ocuparam, à força, dois apartamentos da Imobiliária Fundiária e Habitat (IFH), em Sal Rei.
As famílias alegam, segundo a notícia, que assinaram um documento que lhe terá dado garantias de que iam ser colocados em dois quartos com uma casa de banho por 15 mil escudos.