A forma de protesto está a ser preparada por um grupo de cidadãos que se dizem preocupados e conscientes da crescente degradação da segurança pública em São Vicente. Tchalé Figueira é um dos promotores.
“Muita gente, inclusive eu, já foi vítima de criminalidade em São Vicente – assaltos, roubos em casa, entre outras situações que estão a preocupar os cidadãos da ilha. Queremos proporcionar uma certa segurança às pessoas que nos visitam. O que desejamos é fazer ouvir a nossa voz, um grito de descontentamento, porque queremos um São Vicente de paz, como já foi um dia”, refere em entrevista à Rádio Morabeza.
De acordo com uma nota da organização, a designada “corrente humana pacífica” visa reafirmar a urgência de medidas mais firmes e estruturadas no combate ao crime, reforçar a necessidade de mais meios e apoio institucional à Polícia Nacional e a outras instituições afins, e apelar à celeridade, eficácia e apoio, quando necessário, para o internamento compulsivo de pessoas com distúrbios mentais graves e comportamento violento.
Além disso, pretende promover a união e a participação cívica activa dos cidadãos na construção de uma sociedade mais segura e justa.
“Para isso, as autoridades têm de tomar conta de nós, porque o seu trabalho é garantir segurança e conforto aos cidadãos. Também queremos acção contra a poluição sonora, pois muitas pessoas não respeitam. Circulam com motas nas ruas a fazer barulho todos os dias.
Queremos a intervenção das autoridades e manifestar o nosso descontentamento com o tribunal, que liberta criminosos depois de serem apanhados a cometer crimes. Algumas coisas têm de mudar, talvez algumas leis que estão a proteger bandidos em vez de cidadãos”, afirma.
A “corrente humana pacífica” está agendada para amanhã, pelas 11 horas, na Avenida Marginal, na cidade do Mindelo. De acordo com a organização, a acção simbólica não irá interromper o trânsito, uma vez que os participantes estarão ao longo do passeio da Avenida Marginal.
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