Era quase meia-noite quando Ana, que trabalha numa empresa do sector tecnológico, ouviu uma notificação no telemóvel. Já deitada, não resistiu a ver a mensagem. Era do seu chefe. Nada urgente. Apenas um comentário sobre um documento que ela devia rever na manhã seguinte. Esta situação é comum, conta-nos a funcionária. Comum para ela e para muita gente que conhece que relata situações semelhantes. “Hoje em dia é assim. Estamos sempre a receber mensagens e e-mails do trabalho fora do expediente. Toda a gente que conheço as recebe”.
Apesar de ser o novo “normal”, Ana confessa que é uma situação que lhe desagrada. “É como se tivesse obrigação de estar sempre ligada. E mesmo que não seja para realizar um trabalho concreto na hora, mesmo que seja só para apontar um trabalho para depois, a verdade é que a minha cabeça fica ocupada”.
Prejudica o seu descanso? “Claro”, responde.
No caso de Amélia, professora do EBI, não é o “chefe” nem os colegas quem a contacta fora do horário. São os pais dos alunos.
“Eu sei que sou professora 24h. Mas falta a alguns pais bom senso”, reclama. Por vezes, mensagens no privado ou no grupo da turma surgem já a altas horas da noite. Quase nunca é um assunto urgente ou sequer importante.
São situações que se repetem, amiúde, em muitas casas cabo-verdianas. Sempre ligados, com a sensação de nunca conseguir desligar completamente. De estar sempre disponível, sempre em modo de espera. Efeitos da hiperconectividade.
Os números, de algum modo, apontam a dimensão do fenómeno. Segundo o relatório DataReportal 'Digital 2025', em Janeiro Cabo Verde tinha cerca de 387 mil utilizadores activos de internet, correspondendo a 73,5% da população. A penetração móvel era ainda maior: 604 mil ligações celulares activas - mais do que o número de habitantes - com 91,4% em banda larga.
Cabo Verde é já uma sociedade hiperconectada. E a ambição digital do país é política de Estado declarada: a meta é ter 60% dos serviços públicos digitalizados até 2026 e mais de 80% até 2030, com investimento do Banco Mundial na ordem dos 30 milhões de dólares. Os ganhos são reais - produtividade, acesso a serviços, educação à distância, proximidade com quem está longe. Mas há uma face menos visível, como alertam os relatos de Ana e Amélia. Aquilo que os especialistas já identificam como um dos principais riscos psicossociais emergentes do nosso tempo: a hiperconectividade e a incapacidade de desligar. A fusão entre o que somos e o que produzimos.
A Organização Mundial da Saúde e a Organização Internacional do Trabalho alertam, por exemplo, que, embora o teletrabalho e a digitalização possam aumentar produtividade e flexibilidade, sem limites claros provocam isolamento, esgotamento mental e problemas de saúde física. Estudos recentes mostram que cerca de 60% dos trabalhadores em regime digital relatam sinais de burnout, e 75% reportam stress elevado devido à conectividade constante. Quando se implementam medidas como políticas de desconexão digital ou dias de 'detox', os níveis de stress baixam até 42%.
No consultório, a psicóloga médica Evelyse Mette reconhece nos relatos de Ana e Amélia o que ouve todos os dias de muitos outros trabalhadores e explica os benefícios e riscos da transição laboral, bem como estratégias para os enfrentar.
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A transição digital tem dois lados. Começando pelos ganhos: o que trouxe à vida das pessoas?
Aquilo que podemos constatar, através dos diferentes estudos, da leitura da nossa realidade e da narrativa das pessoas, é que os ganhos são evidentes. Estamos a falar de maior acesso a informações de todo o tipo e mais literacia. De melhor acesso à educação: hoje podemos fazer formações online, de carácter académico, profissional ou até pessoal. De melhoria nos serviços. Por exemplo, nos serviços bancários, podemos fazer tudo sem sair do local. E estamos a falar também de maior proximidade: a tecnologia aproxima-nos de pessoas que estão longe geograficamente. Trouxe-nos também o teletrabalho, que permite trabalhar no aconchego da casa, ou outro ambiente confortável. Isso permite, de certa forma, alguma conciliação entre o profissional e o familiar. Os estudos mostram resultados muito bons. As empresas que apostam em tecnologias mostram aumento da produtividade e da criatividade. O trabalho que antes o trabalhador fazia em três horas, agora consegue fazer em dez minutos. Mostram também uma narrativa de colaboradores mais felizes e mais satisfeitos. Mas temos também os riscos…
E entre os riscos, o que destacaria?
A literatura científica fala dos efeitos duplos. Por um lado, aumenta a produtividade; o tempo para fazer as coisas é menor e estamos mais satisfeitos. Por outro, registamos maior incidência de burnout nas organizações, mas também boreout - que é um fenómeno emergente. O boreout é o contrário do burnout: enquanto o burnout é o esgotamento laboral pelo excesso, o boreout é um esgotamento pela “falta”, pelo tédio. Não é falta de trabalho - as tarefas estão lá. O que falta é encontrar significado no trabalho que está a ser realizado. Então o trabalhador apresenta, não um quadro de excitação por excesso, mas um quadro de apagão emocional, porque está lá, mas não está de facto. Temos cada vez mais este quadro. Precisamos, agora, dar cientificidade a estas experiências, desenvolver estudos que tragam números e dados concretos para evidenciar aquilo que estamos a vivenciar.
O boreout está também relacionado com o digital?
Está. Por exemplo: à medida que as tarefas se tornam mais fáceis graças à tecnologia, o trabalhador faz cada vez menos. O trabalhador que se preparou durante anos para desempenhar uma determinada função, e se autovaloriza por isso, chega a uma empresa onde tudo está digitalizado e onde precisam cada vez menos dele, o que o leva a questionar a sua própria valência. Em empresas onde a maioria das operações funciona com base na tecnologia digital, o papel activo que a pessoa tinha no ambiente organizacional vai sendo reduzido. Operações que antes ela fazia como protagonista passam a ser feitas pela tecnologia, levando à monotonia. É a "morte moral do trabalhador”. Apesar de ter a ver também com outros fenómenos como o assédio, está relacionado também, sim, com a invasão da tecnologia no ambiente de trabalho. Tanto para o burnout como para o boreout. E falamos também de tecnostress, termo introduzido para descrever o stress no trabalhador como produto dessa utilização excessiva das tecnologias digitais. E, quando falamos dos riscos para a saúde mental, há um tema que temos necessariamente de abordar: o uso excessivo das tecnologias digitais e a hiperconectividade levam o nosso cérebro a ficar em modo de alerta permanente. É um cérebro que não desliga, que não tem tempo para se recuperar.
Como se explica esse paradoxo? Porque, como disse, tarefas que demorariam três horas fazemos agora em dez minutos. Deveríamos ter mais tempo livre, não?
Raramente o tempo que se ganha é utilizado para o descanso ou para a conciliação da vida pessoal. É utilizado para assumir outras tarefas. Ou seja: agora em três horas não faço uma tarefa, mas 20 em simultâneo, graças às tecnologias. E tenho à minha disposição várias ferramentas - posso estar neste momento a fazer uma entrevista e, entretanto, chega uma mensagem do chefe à qual tenho de responder. Esse modo liga-desliga, de focar várias vezes em várias tarefas ao mesmo tempo, acaba por sobrecarregar o cérebro. É o que chamamos sobrecarga cognitiva.
É um fenómeno mundial, mas como considera que Cabo Verde está neste panorama?
Em Cabo Verde, 73% da população está conectada - é um índice elevado. E estamos a naturalizar esta transição digital e a aceitá-la como “normal”, esquecendo o outro lado da moeda, que são os riscos de que falamos. Acabamos por desconsiderá-los, quando são riscos reais e já os estamos a ver no ambiente de trabalho: trabalhadores cada vez mais tensos, com um nível de sobrecarga cognitiva muito alto, sem espaços para descarregar toda essa energia mental acumulada no trabalho. Vão para casa e, muitas vezes, também não conseguem fazê-lo, porque levam o trabalho invisível através do WhatsApp e dos e-mails a que têm de responder. E em casa, a tecnologia também está presente na sua vida familiar. O nível de sobrecarga e exaustão emocional é tanto que muitas pessoas não conseguem esse equilíbrio.
Quais os sinais de alerta de que se deixou de usar a tecnologia apenas de forma positiva?
Podemos identificar vários sinais. Uma vez fiz um convite a muitos pacientes: pedi-lhes que fizessem um retiro familiar, que saíssem um fim-de-semana todos sem o telemóvel e que viessem relatar a experiência. Um dos indicadores de que essa relação está a ultrapassar a fronteira do “normal” é o desconforto, a sensação de vazio, de que nos falta algo quando a tecnologia não está disponível. Se faltar, disparam os níveis de ansiedade. A hiperestimulação provocada pelas tecnologias, ao nível dos nossos neurónios e do sistema hormonal, frequentemente traduz-se em sintomas como ansiedade e irritabilidade. Outros sinais são a sensação de dormir, mas não descansar; a sensação de não se desligar do modo trabalho ou perceber que a mente permanece ocupada mesmo durante convívios e momentos familiares. São sinais de alerta. A desmotivação, as verbalizações do tipo 'eu já não dou mais, cheguei ao limite', também são indicadores importantes. Prestar atenção a estes sinais é muito importante, para que a pessoa possa empreender estratégias de detox digital - uma espécie de higienização mental necessária numa era de hiperconectividade.Mas o primeiro passo é reconhecer que o excesso de tecnologia pode, de facto, tornar-se um risco para a nossa saúde mental.
E que abordagens podem ser adoptadas pelas empresas para proteger da sobrecarga digital?
Falamos de políticas legisladas que protejam os trabalhadores dos efeitos nocivos do uso da tecnologia. Mas eu gosto mais de falar de acções humanizadas. Aqui em Cabo Verde não temos leis como há noutros países, que têm, por exemplo, o direito a desligar. Independentemente disso, podemos ter acções humanizadas. As organizações podem implementar o direito a desligar ao nível da gestão de pessoas.
Mas não é algo socialmente mal visto? Um trabalhador que, por exemplo, não está disponível pelo WhatsApp...
Temos de começar a mudar essa perspectiva. O trabalhador não é só trabalhador: é uma pessoa. Desempenha outras funções como ser na sociedade. Quando vai para casa, necessita de desligar o modo trabalhador para entrar em modo pai, filho, ou em qualquer outro papel que possa ter. Então, precisamos de desconstruir a ideia de que quem desliga o telemóvel é um trabalhador que não cumpre ou que é desinteressado. Pelo contrário: quando este trabalhador consegue desempenhar bem os seus outros papéis, regressa ao trabalho no dia seguinte com muito mais energia e disponibilidade. Tem os outros papéis “em dia” e não vem com conflitos outros. O direito a desligar serve exactamente este propósito: criar uma nova cultura em que o trabalhador não seja penalizado por não responder fora do horário laboral. E as empresas podem fazer isso sem leis, basta ter essa visão humanizada.
Falou do direito a desligar, mas há também essa ideia de que "mandar um mail só demora cinco minutos”. Qual é o efeito real destes "cinco minutos"?
A questão não é o tempo. A tecnologia está desenhada para tomar pouco tempo. Porém, desliga-nos daquilo que estamos a fazer naquele momento, do papel que estamos a desempenhar. É a narrativa de filhos que se queixam aos pais: ‘Estás, mas nunca estás.’ Não porque o pai ou mãe esteve ausente o dia todo, mas porque aqueles cinco minutos interromperam uma dinâmica familiar, cortaram um diálogo. Foram somente cinco minutos, mas desligaram emocionalmente a pessoa daquilo que estava a fazer. Além disso, ficou com a informação do e-mail pendente no cérebro, à espera de resposta. É um ciclo que não acaba, e desestabiliza a pessoa.
Ao sair do trabalho, que estratégias para deixar as preocupações laborais para trás?
Recomendamos que as pessoas tenham um ritual antes de sair do trabalho e outro ao chegar a casa, para fazer a transição entre cenários. Pode ser algo simples: chegar a casa, tomar banho, trocar de roupa, colocar o telemóvel num lugar específico. O cérebro precisa destes sinais, quase como um botão para mudar de frequência e entrar noutro modo. Essa higienização mental pode começar ainda no trabalho: cinco minutos de relaxamento, arrumar as coisas, fazer um pequeno exercício de respiração ou de visualização. Ao chegar a casa, reforçamos essa transição com outra rotina. É umanecessidade cada vez mais visível. É cada vez maior o número de pessoas que nos procuram com demandas emocionais relacionadas com a exaustão laboral, com a dificuldade em conciliar a vida profissional com a vida familiar e pessoal. E isso tem muito a ver com essa sobre-estimulação que temos ao longo do dia no trabalho - o lugar onde passamos mais tempo. Chegamos a casa sobrecarregados e sobre-estimulados, e muitas vezes descarregamos. Mas o descarrego deveria ser feito noutro lugar. Em casa é suposto partilhar, conviver, dialogar. Precisamos agora de sistematizar estes dados. Estamos a falar do empírico, da narrativa dos pacientes e precisamos, a nível das academias e das empresas, de começar a fazer estudos sobre os índices de burnout e boreout.
Cabo Verde tem essencialmente micro e pequenas empresas. O que pode fazer quem trabalha por conta própria ou em pequenas empresas para se proteger?
A diferença é que, quando sou a minha própria empresa, o gestor sou eu - e sou também o gestor da minha saúde mental. Então, estas acções têm de partir de mim. Mas os riscos e as estratégias - o time out, o direito a desligar, a rotina de sair do modo trabalho - são os mesmos. Dou-lhe um exemplo: tive uma paciente com um negócio bem-sucedido, que sustentava a família, mas que chegou à consulta completamente saturada e a ponderar mudar de área e até de país. O problema é que o negócio funcionava dentro de casa. Não havia separação entre o espaço de trabalho e o espaço pessoal. Este conflito - duas funções no mesmo lugar, sem fronteiras - acaba por gerar saturação. Por isso, estabelecer limites claros é muito importante. Sem isso, a pessoa acaba por desempenhar o papel de mãe enquanto está no trabalho, e a fazer trabalho enquanto está na cozinha. O cérebro confunde-se e sobrecarrega-se.
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A conversa desloca-se para os jovens cabo-verdianos. Com 41,6% da população abaixo dos 25 anos e plataformas como TikTok e Instagram em crescimento acelerado, o uso intenso das redes sociais moldou uma geração que cresceu digitalmente nativa, mas nem sempre digitalmente consciente. Evelyse Mette fala desta questão com preocupação: adolescentes que chegam com dificuldades de sono, incapacidade de concentração e ansiedade, cuja origem está no uso excessivo das plataformas digitais.

Evelyse Mette, psicóloga médica do CAP e docente universitária
Entretanto, não é só no trabalho que se vê a sobrecarga digital. Sabe-se que o uso excessivo do YouTube e outras plataformas, sobretudo entre os jovens, pode provocar alterações cerebrais. Pode explicar?
As estruturas cerebrais mudam e há mesmo uma diminuição de zonas cerebrais importantes. A nível dos adolescentes, sobre-estimulados, que passam largas horas no YouTube, TikTok e semelhantes, regista-se, por exemplo, uma desregulação no sistema de recompensa - o sistema do prazer. É um sistema que liga e desliga constantemente e que, com o tempo, perde sensibilidade. Por isso vemos jovens desenvolverem facilmente mecanismos de dependência digital: para sentirem satisfação precisam de cada vez mais estímulos destas plataformas. Fala-se também de uma ligeira diminuição da velocidade do pensamento. Áreas cerebrais importantes para o raciocínio e a tomada de decisão ficam progressivamente comprometidas, porque é um cérebro que raramente activa o modo de exigência cognitiva: pensar, raciocinar e resolver problemas concretos. Quando surgem, na vida real, demandas práticas e concretas, estas pessoas têm dificuldades em raciocinar, buscar alternativas e tomar decisões. Os mecanismos do sono também se desregulam. É um cérebro hiper-estimulado que, quando chega a hora de descansar, tem dificuldade em desligar. E muitas vezes o próprio telemóvel rouba tempo ao descanso.
São um grupo vulnerável a estes riscos digitais.
Sim. Neles existe a maior probabilidade de desenvolvimento de mecanismos de dependência tecnológica digital, com sinais e sintomas claros dos quais não têm consciência. Chegam às consultas com dificuldades de sono, falta de concentração, dificuldades na aprendizagem e ansiedade - e chegamos sempre ao mesmo ponto: o uso excessivo e inadequado das plataformas digitais. Há ainda outro aspecto importante: a adolescência é um período sensível, uma fase de construção da identidade. E vemos muitos jovens cuja identidade está muito ligada ao telemóvel ou tablet. Qualquer situação que implique afastar-se do aparelho provoca ansiedade. O jovem não se projecta a si próprio daqui a dois minutos sem ele. Nos programas terapêuticos para adolescentes com dependência tecnológica, isso é dos aspectos mais difíceis de trabalhar. Muitas vezes são adolescentes que já vinham com carências anteriores - vínculos paternos fragilizados, abandono, traumas. O dispositivo acaba por compensar estas carências emocionais. Jovens que têm fragilidades nos vínculos familiares ou experiências difíceis encontram nas redes sociais um espaço de validação, de prazer e de escape. De certa forma, torna-se um analgésico emocional. Aquilo que não encontra nos pais, na família, no mundo real, ele encontra no TikTok. Relaxa, conversa, é ouvido, partilha. E trabalhar isso é muito complicado.
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Para finalizar, no meio de todas estas vantagens e desvantagens, que mensagem deixa para usarmos a tecnologia de maneira saudável?
Primeiro, reconhecer que estamos numa era invadida pelas tecnologias e não há como sair dela. A minha recomendação é procurar informação sobre estes impactos, para não sermos prejudicados por ferramentas que usamos de forma descontrolada, muitas vezes por desconhecimento dos riscos. Todos devemos compreender estes riscos e traçar o próprio plano de utilização consciente - com limites claros, para não nos sentirmos escravizados, mas usá-las como ferramentas. Não mais do que isso. Nas organizações, isso implica criar espaços de discussão sobre os riscos, implementar políticas que protejam a saúde mental e irmos criando organizações mais humanizadas. A humanização está em risco no contexto laboral, e não apenas pelo uso excessivo da tecnologia, mas por outras práticas que mexem com os colaboradores. Mas a preocupação vai além do trabalho: a tecnologia invade a família, o quotidiano. Precisamos desse detox da digitalização em todas as áreas. Muito daquilo que é a essência humana está a perder-se nas relações. As relações entre pessoas têm hoje um palco maior no mundo virtual do que no real. Escolhemos o virtual para expressar sentimentos, resolver conflitos, mostrar empatia... Mas o mundo real está, muitas vezes, desprovido disso. As relações estão cada vez mais fragilizadas, a empatia diminuída, os vínculos mais pobres. O convite que faço é este: vivam mais no mundo real, resolvam as vossas coisas no mundo real. Estabeleçamos esse limite: que as relações sejam mais no “real” do que no “virtual”.
Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1267 de 11 de Março de 2026.
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