A declaração foi feita, durante a cerimónia de assinatura de um contrato de assistência técnica entre o Ministério da Educação e o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA) de Portugal, destinado à preparação e implementação do PISA no país.
Segundo o governante, o instrumento permitirá conhecer com maior precisão o desempenho do sistema educativo e apoiar decisões estratégicas no sector.
“Assimilados aos outros países, esperamos que o PISA Escolar venha a desempenhar um papel fundamental no impulsionamento da qualidade educacional, actuando como um espelho que reflecte o estado do ensino e da aprendizagem”, afirmou.
Amadeu Cruz espera que a avaliação, cuja aplicação está prevista para Maio, produza dados capazes de orientar melhorias nas políticas educativas e nas práticas pedagógicas.
“Fazemos votos que os dados recolhidos através da aplicação do PISA agora em Maio venham a promover melhorias significativas no nosso sistema, dinamizando uma reflexão minuciosa sobre as práticas pedagógicas e, sobretudo, sobre as políticas públicas educativas”, disse.
De acordo com o ministro, os resultados também deverão contribuir para reforçar a harmonização de práticas educativas entre diferentes contextos escolares.
“Que os resultados obtidos permitam identificar lacunas no ensino e funcionar como instrumento de diagnóstico”, acrescentou.
Durante a intervenção, o governante enquadrou a iniciativa no conjunto de reformas educativas implementadas nos últimos anos, que incluem a revisão curricular, a valorização da carreira docente e a modernização da gestão escolar.
“Estando agora a culminar o processo de reforma, este é um momento crucial para Cabo Verde poder determinar o caminho que fizemos até agora, avaliar e tomar medidas de correcção e de mitigação”, apontou.
O ministro indicou ainda que o Governo pretende avançar gradualmente para a adesão plena ao Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes (PISA), estando em curso contactos com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
Paralelamente, está prevista a criação de um barómetro nacional do sistema educativo, que permitirá comparar o desempenho das escolas e acompanhar diferentes indicadores de qualidade no ensino.
Para o presidente do EduQA, Luís Santos, a qualidade do ensino continua a ser um desafio.
“Sem uma boa avaliação de larga escala, nacional, nós não conseguimos perceber se estamos ou não no melhor caminho”, observou.
O especialista explicou que Cabo Verde já recebeu apoio na realização de provas aferidas e que a nova colaboração permitirá avançar para o PISA Escolar.
“O PISA escolar vai permitir que Cabo Verde comece a pensar em voos mais altos. É fundamental que o país tenha a coragem de entrar no PISA internacional. Isto porque é sempre um choque...Há dois ciclos atrás, apenas o Egito e mais um país participavam. Agora, já temos cinco, seis países africanos a querer entrar no PISA, o que é fundamental”, disse.
O presidente do EduQA falou também sobre o novo papel do instituto em Portugal, que integra avaliação externa, currículo geral e ensino profissional.
“Agora percebemos todos os assuntos e esperamos poder resolvê-los. Estamos disponíveis para trabalhar convosco no que necessitarem”, garantiu.
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