Cabo Verde já evacuou mais de 400 doentes para Portugal

PorExpresso das Ilhas, Lusa,17 dez 2019 8:07

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Dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), Cabo Verde é quem mais vezes pede ajuda a Portugal para o tratamento de doentes.

Só este ano Cabo Verde já realizou 458 evacuações médicas para Portugal. Quase tantas como o somatório de todos os PALOP. Em 2019 Portugal recebeu 37 pedidos de Angola, 389 da Guiné-Bissau, 27 de Moçambique e 128 de São Tomé e Príncipe, 581 pedidos no total.

No total chegaram, segundo números do Ministério da Saúde Português, 1039 pedidos de evacuação médica. Cabo Verde é responsável por 44% desses pedidos.

Segundo declarações de Ana Correia, chefe da divisão de cooperação da Direcção-geral de Saúde de Portugal à Agência Lusa, os custos deste ano com doentes transferidos para Portugal, no âmbito da cooperação com os PALOP, deverão, segundo estimativas, aproximar-se do valor total de 2018, ano em que atingiram 3,5 milhões de euros.

A ministra da Saúde de Portugal, Marta Temido, expressou na sexta-feira a vontade de Portugal “continuar empenhado em reforçar” a cooperação com os países de língua portuguesa no tratamento de doentes em território nacional.

“Nós recebemos doentes de todos os países praticamente, pelo menos daqueles que se situam mais próximos (…) e vamos continuar a fazer esse apoio”, disse a ministra à Lusa, à margem da V reunião de ministros da Saúde da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que se realizou na sede da organização.

A ministra considerou que há algumas lacunas no transporte de doentes, nomeadamente no que toca ao período entre a sinalização e a transferência daquelas e considerou que é preciso mais celeridade nos processos.

“É importante sublinhar que precisamos de agilizar os processos. Este ano houve algumas situações (…) que não correram com o êxito que nós gostaríamos e é nisso que estamos focados neste momento”, afirmou a governante, referindo que tem havido um trabalho muito próximo com Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde.

Marta Temido referiu que o transporte de doentes entre os países é “um processo complexo”, que envolve várias organizações médicas em Portugal e nos países de origem, e que é algo que os governos estão “a tentar melhorar”.

“É uma questão da facilidade, da celeridade da resposta, daquilo que é nos próprios países a sinalização dos casos e da sua referenciação para Portugal”, sublinhou a ministra, notando uma situação que “está mais do lado dos [outros] países que do lado português”.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,17 dez 2019 8:07

Editado porAndre Amaral  em  6 set 2020 23:21

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