Se nada tivesse sido feito Cabo Verde estaria hoje com 4 mil casos e cerca de 40 mortos – ministro

PorSheilla Ribeiro,13 mai 2020 14:53

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“Se nada tivesse sido feito e, segundo as projecções nacionais, mas também da OMS, neste momento estaríamos com 4 mil casos e cerca de 40 mortos”, disse hoje no Parlamento o ministro da Saúde e da Segurança Social, afirmando que os esforços para a contenção da propagação da COVID-19 estão, sobretudo, voltados para a ilha de Santiago e, particularmente, para a cidade da Praia.

Arlindo do Rosário, que falava durante a Sessão Ordinária da Assembleia Nacional, que acontece hoje e quinta-feira, ressaltou que após dois meses desde a confirmação do primeiro caso de infecção no país, temos registo de 270 casos positivos, mas também 61 recuperados e apenas 2 óbitos.

“Os nossos esforços para a contenção da propagação da pandemia estão, neste momento, sobretudo, voltados para a ilha de Santiago e, particularmente, para a cidade da Praia, onde se vem registando nas últimas três semanas um aumento gradual de número de casos”, prosseguiu.

Aliás, ressaltou, a cidade da Praia concentra cerca de 76% dos casos registados no país, todos diagnosticados em contactos sem sintomas de doença, a partir da investigação epidemiológica.

Ainda na sua intervenção, Arlindo do Rosário afirmou que 95% das pessoas infectadas não apresentaram, até este momento, sintomas e que as restantes têm sintomas muito leves. Assim, segundo avançou, apenas 4,8% apresentaram um quadro clínico que inspira cuidados e que a taxa de incidência da epidemia é, neste momento, de 0,4/1000.

O governante chamou ainda atenção para a situação do hospital da Trindade, na cidade da Praia, afirmando que o mesmo é um domínio fechado e que, portanto, “é normal num vírus que se transmite, na maior parte das vezes, da forma e em situação assintomática” se propagar.

“É difícil muitas vezes saber que o vírus está presente num determinado lugar, é normal haver alguma propagação da epidemia nesse lugar”, disse Arlindo do Rosário, pontuando que as medidas, desde cedo tomadas,“surtiram os efeitos desejados até este momento com o aplanamento da curva da epidemia e, sobretudo, evitado a pressão sobre as estruturas de saúde”.

Em nome de um bem maior que é a Saúde, defendeu, os cabo-verdianos souberam ganhar a necessária transcendência para fazer face a epidemia. Arlindo do Rosário acrescentou ainda que o estado de emergência e os seus impactos sobre a epidemia permitiram também ao serviço nacional de saúde ganhar competências e capacidades.

“Melhoramos a capacidade de resposta em termos de recursos humanos, de equipamentos médico-hospitar, de protecção individual, laboratorial e de comunicação de risco”, frisou.

Nesse espaço de três meses, informou, foram recrutados cerca de 400 profissionais de saúde de diversas áreas, investidos cerca de 600 mil contos em equipamentos, melhorou-se a capacidade de realização de testes quer moleculares, quer rápidos.

“Com efeito, o laboratório de virologia já realizou mais de dois mil testes moleculares e já começamos a massificar os testes rápidos nos bairros e nos grupos de maiores riscos”, acrescentou, dando ainda conta que cerca de 16 mil testes já foram distribuídos por todas as ilhas e que se vai, nas próximas semanas, aumentar a distribuição para mais 50 mil testes, além de se estar a implementar a medida que estipula o uso generalizado de máscaras.

Arlindo do Rosário finalizou “com uma palavra de muita força para todos os profissionais de saúde”.

“Estão no caminho certo porque estão a trabalhar para melhorar de facto, para fazer face a uma epidemia (...) parabéns aos bombeiros, à protecção civil e a todos aqueles que têm envolvido de dia e noite para fazer frente a essa epidemia”, disse.

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Autoria:Sheilla Ribeiro,13 mai 2020 14:53

Editado porSara Almeida  em  30 mai 2020 23:20

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