Em comunicado, o Executivo lamenta a medida adoptada pelas autoridades norte-americanas, por poder restringir a mobilidade entre os dois países, mas sublinha que a mesma decorre do comportamento de alguns cabo-verdianos que, apesar de entrarem nos EUA com vistos legais, acabam por não respeitar as leis de imigração, permanecendo para além do período permitido ou ficando em situação ilegal, prática conhecida como overstay.
Segundo dados do Relatório do Departamento da Homeland Security ao Congresso dos EUA referentes ao ano de 2024, citados no comunicado, Cabo Verde registou uma taxa de overstay de 13,26% nos vistos de turismo e de negócios, um agravamento face a 2013, quando a taxa se situava em 12,41%, valores superiores aos de vários outros países.
O Governo realça que esta situação resulta de comportamentos individuais, não estando relacionada com a actuação governamental.
Recorda ainda que, ao longo do ano passado, foram feitos vários apelos, tanto nos Estados Unidos como em Cabo Verde, dirigidos aos visitantes cabo-verdianos e às pessoas que os acolhem, para que não caiam nem contribuam para a ilegalidade associada à permanência além do tempo autorizado.
“O Governo de Cabo Verde apela, uma vez mais, aos cabo-verdianos visitantes, para evitarem este tipo de comportamento ilegal, de modo a que Cabo Verde, pela diminuição substancial da taxa de overstay possa ser retirado dessa lista de países numa próxima avaliação a ser feita no Relatório da Homeland Security”, lê-se.
Foto: depositphotos
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