De acordo com os dados divulgados, o país surge na 29.ª posição do ranking mundial, logo após os Estados Unidos da América (74,2 pontos) e antes da Coreia do Sul (73,4).
Ainda conforme o relatório, no índice de controlo da corrupção Cabo Verde regista 64,5 pontos; no indicador de Estado de Direito, 58,8; na liberdade de imprensa, 77,7; e nos direitos políticos, 95,2 pontos.
África
A nível do continente africano, Cabo Verde lidera a tabela e surge isolado com a classificação máxima atribuída em África. Na segunda posição aparecem as Maurícias, com 68,4 pontos, seguindo-se a Namíbia, com 65,0, e a África do Sul, com 62,3 pontos.
Entre os países lusófonos africanos, a Guiné-Bissau obteve classificação D, com 28,4 pontos, enquanto Angola também surge com classificação D, somando 30,5 pontos. Moçambique obteve 29,7 pontos e igualmente classificação D.
No extremo inferior da tabela africana, os três últimos classificados são a República Democrática do Congo, com 15,9 pontos, o Sudão, com 11,4, e a Líbia, com 10,5 pontos.
Mundial
No Top 3 mundial figuram a Finlândia (98,0), na primeira posição, seguida da Dinamarca (97,9) e da Noruega (96,5), países que tradicionalmente lideram os indicadores globais de governação, transparência e instituições democráticas.
Já a nível mundial, as três últimas posições do ranking são ocupadas por Myanmar, com 7,0 pontos, o Turquemenistão, com 6,2, e o Afeganistão, que fecha a lista com 5,0 pontos.
Governo congratula-se
O Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, na sua página oficial no Facebook, salientou que, no espaço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Cabo Verde surge na segunda posição, logo após Portugal (80).
De acordo com o Chefe do Governo, quando assumiu funções em 2016 estabeleceu como um dos compromissos centrais posicionar Cabo Verde no Top 50 dos rankings mundiais de governação.
“Hoje, os resultados confirmam que estamos não apenas a cumprir, mas a superar esse compromisso”, sublinhou.
Ulisses Correia e Silva acrescentou que este reconhecimento internacional se junta a outras avaliações recentes, nomeadamente aos avanços registados no Índice de Percepção da Corrupção da Transparency International, reforçando a imagem de Cabo Verde como “uma democracia sólida, transparente e credível”.
O Chefe do Executivo considerou ainda que o resultado alcançado é fruto do trabalho colectivo das instituições, do compromisso com o Estado de Direito e da confiança dos cidadãos, assegurando que o Governo continuará empenhado na construção de um país cada vez mais forte, respeitado e preparado para o futuro.
World Economics e metodologia
A World Economics é uma organização internacional especializada na produção e análise de dados económicos globais. A entidade avalia a qualidade e a fiabilidade das estatísticas oficiais, com especial enfoque no Produto Interno Bruto (PIB), crescimento económico, rendimento per capita e estimativas populacionais, sobretudo em países em desenvolvimento.
Para colmatar fragilidades nos dados oficiais, complementa a informação com inquéritos trimestrais próprios. A organização desenvolveu bases de dados que abrangem mais de 150 países e presta serviços a bancos, instituições financeiras, grandes empresas e governos, sendo também responsável pela criação de vários índices económicos internacionais amplamente utilizados nos mercados financeiros.
De acordo com a metodologia apresentada pela World Economics, todos os índices foram recalculados e apresentados numa escala de 0 a 100 valores. No indicador de Governação, 0 corresponde a má governação e 100 representa o nível mais elevado possível.
No índice de Percepção da Corrupção, 0 significa mau desempenho e 100 bom desempenho.
No que respeita ao Estado de Direito, 0 traduz um baixo nível de aplicação da lei e 100 um nível elevado. Na Liberdade de Imprensa, 0 indica fraca liberdade e 100 elevada liberdade. Já nos Direitos Políticos, 0 corresponde a baixos direitos políticos e 100 a um nível elevado de garantias e participação política.
As classificações qualitativas são atribuídas em A – Muito bom; B – Bom; C – Médio; D – Fraco; e E – Muito fraco.
Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 1265 de 25 de Fevereiro de 2026.
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