MpD tem capacidade para continuar a guiar destinos de Cabo Verde – Carlos Veiga

PorExpresso das Ilhas, Inforpress,15 mar 2026 9:54

Veiga defendeu a necessidade de reafirmar os valores democráticos conquistados
Veiga defendeu a necessidade de reafirmar os valores democráticos conquistados

O antigo primeiro-ministro, Carlos Veiga, sublinhou o papel do partido na construção da democracia cabo-verdiana

Carlos Veiga discursava durante a celebração dos 36 anos da declaração política que marcou o surgimento do Movimento para a Democracia (MpD) e o início do processo que conduziu ao fim do regime de partido único em Cabo Verde.

O antigo chefe do Governo recordou o momento histórico de Março de 1990, quando um grupo de cidadãos decidiu, “de livre vontade e sem constrangimentos”, romper com o sistema de partido único e lançar as bases para um regime democrático no país.

Lembrou que a decisão foi tomada com a convicção de que o povo cabo-verdiano não aceitava continuar sob um regime político sem pluralismo.

“Nunca tivemos dúvidas de que Cabo Verde e os cabo-verdianos queriam democracia”, afirmou.

Carlos Veiga destacou que, desde então, a democracia tem funcionado de forma regular no arquipélago e tem sido reconhecida internacionalmente, embora admita que, como qualquer sistema político, seja “uma democracia imperfeita”.

Ainda assim, considerou que o regime democrático cabo-verdiano tem garantido estabilidade política e progresso ao país.

O antigo primeiro-ministro sublinhou que Cabo Verde de hoje é “muito diferente, para melhor”, em comparação com o período anterior às primeiras eleições multipartidárias de 1991.

Durante a sua intervenção, o antigo líder do MpD alertou para aquilo que considera serem sinais ou discursos que evocam práticas associadas ao período do partido único, defendendo a necessidade de reafirmar os valores democráticos conquistados nas últimas décadas.

Lembrou também que a declaração política do MpD foi assinada após várias reuniões e debates entre os seus fundadores, tendo reunido, em menos de duas semanas, mais de 500 subscritores.

Esse documento, conforme explicou, viria a abrir caminho às negociações com a então liderança do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) para uma transição pacífica para a democracia.

O processo culminou nas primeiras eleições legislativas multipartidárias, realizadas em 1991, que marcaram uma nova etapa na vida política cabo-verdiana.

Na ocasião, Carlos Veiga defendeu ainda a continuidade da governação liderada pelo MpD, argumentando que os períodos em que o partido esteve no poder foram marcados por crescimento económico e reformas estruturais.

O dirigente histórico elogiou igualmente a liderança do actual primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, referindo que o Governo demonstrou capacidade de resposta perante crises como a pandemia de covid-19, a seca e outras dificuldades internacionais.

Carlos Veiga considerou que o contexto internacional actual exige estabilidade e resiliência na governação, apelando ao eleitorado para renovar a confiança no MpD nas próximas eleições.

“É importante que Cabo Verde continue este percurso de progresso e de melhoria das condições de vida dos cabo-verdianos”, concluiu o político.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Inforpress,15 mar 2026 9:54

Editado porJorge Montezinho  em  15 mar 2026 16:19

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