A decisão consta do Decreto Presidencial n.º 17/2026, de 30 de Junho.
Ao abrigo do diploma, são distinguidos com a Ordem do Dragoeiro, Primeiro Grau, o Cardeal Arlindo Gomes Furtado, bispo emérito da Diocese de Santiago, e Eugénio Rosa Duarte, superintendente-geral emérito da Igreja do Nazareno.
Por sua vez, a Medalha do Vulcão, primeira classe, é atribuída ao padre José Constantina Bento, ao pastor Emanuel David Simas Araújo, ao pastor Jorge Manuel Silva de Barros e ao padre Boaventura Lopes, este último a título póstumo.
No preâmbulo do decreto, o chefe de Estado sublinha que a Igreja Católica marcou profundamente a história de Cabo Verde desde o início do povoamento, em 1462, acompanhando a formação das comunidades, promovendo a educação e prestando apoio às populações durante períodos de seca, fome e outras crises.
O documento recorda igualmente que a criação da Diocese de Santiago de Cabo Verde, em 1533, reforçou a presença da Igreja Católica no arquipélago e em parte da costa ocidental africana.
Relativamente à Igreja do Nazareno, o decreto assinala que a sua implantação, no início do século XX, por iniciativa de emigrantes cabo-verdianos regressados dos Estados Unidos da América, introduziu novas formas de serviço comunitário, com intervenção nas áreas da educação, solidariedade e assistência social.
“Estas figuras religiosas representam pilares fundamentais da vida religiosa em Cabo Verde. Através das suas diferentes vocações e percursos, contribuíram de forma decisiva para o fortalecimento da fé, a valorização da educação e o desenvolvimento social das comunidades”, lê-se.
O decreto sublinha ainda o percurso do Cardeal Arlindo Gomes Furtado, ordenado sacerdote em 1976, nomeado bispo de Mindelo em 2003 e bispo de Santiago em 2009.
A sua elevação ao cardinalato, em 2015, pelo Papa Francisco, é apontada como um marco singular de enorme orgulho para toda a Nação cabo-verdiana.
São igualmente enaltecidos os percursos dos padres José Constantina Bento e Boaventura Lopes, colegas de seminário de Arlindo Furtado, bem como do reverendo Eugénio Duarte, descrito como um dos principais responsáveis pela consolidação e expansão da Igreja do Nazareno em Cabo Verde e no mundo, e dos pastores David Simas Araújo e Jorge Manuel Silva de Barros.
No diploma, José Maria Neves considera que estas personalidades representam pilares fundamentais da vida religiosa em Cabo Verde e que o seu legado ultrapassa a dimensão estritamente religiosa, refletindo-se na promoção da justiça, da solidariedade, da educação e do sentido de pertença cultural.
De referir que em Abril, o Governo condecorou Dom Arlindo Furtado e o Pastor David Simas Araújo, ambos com a Medalha de Mérito Altruístico de 1.º Grau, a mais alta condecoração do Executivo cabo-verdiano, que honra percursos de vida marcados pela solidariedade e dedicação aos outros.
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