Num comunicado divulgado na ua página do Facebook, a organização classifica como condenável a medida de coação decretada pelo Tribunal Militar Superior, que levou à detenção de Domingos Simões Pereira no passado dia 10 de Julho de 2026.
A CPLP considera que a retoma da ordem constitucional é uma condição indispensável para o restabelecimento da paz e da estabilidade no país e mostra-se solidária para com o povo guineense.
“Declara a sua inabalável solidariedade com o Povo Guineense na legítima aspiração à liberdade, paz, estabilidade, democracia e desenvolvimento nacional, e reitera a sua determinação em honrar a fé e esperança que esse Povo Irmão continua a depositar na nossa Comunidade”, lê-se.
O principal líder da oposição na Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, pode ser julgado no Tribunal Militar, de acordo com a decisão judicial sobre um recurso da defesa.
Esta decisão permite que o processo, que foi suspenso até o requerimento ser apreciado, seja retomado com os mesmos magistrados civis requisitados pelo Tribunal Militar que já ouviram duas vezes Simões Pereira, primeiro como declarante e depois na condição de suspeito.
Domingos Simões Pereira, está a ser investigado por participação numa alegada tentativa de golpe de Estado cerca de um mês antes das eleições gerais de novembro de 2025 que foram interrompidas por um golpe consumado pelos militares, no poder desde então.
Simões Pereira e o PAIGC foram impedidos de concorrer às eleições e apoiaram o candidato Fernando Dias, que reclamou vitória sobre o Presidente da República e recandidato, Umaro Sissoco Embaló.
Três dias depois das eleições, o então Presidente foi deposto, o candidato Fernando Dias refugiou-se na embaixada da Nigéria e Domingos Simões Pereira foi preso.
Dois meses depois, Dias regressou a casa e Simões Pereira saiu da Segunda Esquadra para prisão domiciliária, condição em que ainda permanece justificada pelas atuais autoridades pela alegada participação numa tentativa de golpe de Estado.
A 02 de Junho, o presidente do PAIGC foi notificado de que tinha sido constituído suspeito numa alegada tentativa de golpe de Estado a 25 de Outubro de 2025, que já tinha levado à detenção de vários militares.
Um dos detidos foi o Brigadeiro-General Dabana Na Walna, que alegadamente terá solicitado armas, veículos e coletes à prova de bala, aproveitando a sua posição de instrutor num centro de formação, para posteriormente os utilizar no alegado plano de golpe.
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