“Cisne Preto é um Cisne cabo-verdiano”. Djamilson Barreto

PorChissana Magalhães,18 jan 2019 16:28

Djamilson "Nuno" Barreto
Djamilson "Nuno" Barreto

Vai estar em ante-estreia este Domingo, 20, no Palácio da Cultura Ildo Lobo, “Cisne Preto”. A peça, resultado das pesquisas e residências artísticas que Djamilson “Nuno” Barreto realizou durante o ano passado em Senegal e Portugal, expõe a essência do que tem sido o percurso do bailarino.

Um hino á criatividade. Um desafio auto-imposto. Um teste aos limites da sua capacidade enquanto coreógrafo, enquanto criador. Assim começa por explicar Djamilson Barreto, até aqui mais conhecido por Nuno, a sua peça “Cisne Preto”.

De comum com “O Lago dos Cisnes”, o balé dramático do compositor russo Tchaikovsky - mais popularizado recentemente com a adaptação ao cinema assinada por Darren Aronofsky, com o titulo Cisne Negro – este Cisne Preto só tem a dança, enquanto acto, enquanto arte de infinitas possibilidades criativas.

“O título é inspirado n’O Lago dos Cisnes mas este é um "cisne" cabo-verdiano. Um espetáculo que é também um historial deste cidadão e onde procuro trazer o máximo do que tenho aprendido e realizado enquanto bailarino e coreógrafo”, explica-nos Djamilson Barreto.

O coreógrafo fala ainda num “desabafo”, um pôr para fora tudo o que foi absorvendo das muitas experiências que tem acumulado nestes quase 15 anos de carreira. E por isso também fala em partilha e incentivo aos bailarinos mais novos apostados em persistir numa carreira na dança.

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“ Cisne Preto é também transcendentalismo. Uma história sobre a criação, uma forma de revelar a criatividade”, acrescenta o bailarino que na criação do espetáculo aproveitou muito do que foram as suas experiências e intercâmbios no ano passado.

Primeiro em Dakar, onde esteve durante 3 semanas a absorver tudo quanto pôde de danças tradicionais e contemporânea daquele país próximo.

“ Assisti a muitos e diferentes espetáculos e participei numa master class dada por um grande bailarino togolês no Centro Cultural de Dakar”, conta.

Já da residência artística em Lisboa – prémio que ganhou no âmbito do concurso lançado pelo Instituto Camões e pela Câmara Municipal de Lisboa – destaca o encontro com o coreógrafo João Fiedeiro com quem diz ter trocado muitas ideias, tendo tido a oportunidade de assistir às suas peças.

“ O trabalho dele vai de encontro áquilo que penso sobre a dança e procurei absorver o máximo do que me foi proporcionado. Participei também, enquanto bailarino, numa performance de um outro coreógrafo e bailarino”, resume ele que acredita cada residência artística é especial e motivadora, e manifesta o desejo de que os bailarinos cabo-verdianos venham a ter sempre oportunidades de participar neste tipo de experiência.

Djamilson "Nuno" Barreto é membro da companhia de dança Raiz di Polon e também professor de dança. Tem várias peças a solo e  assinou ainda coreografias para outros bailarinos. Dedica-se também ao activismo cultural tendo nos últimos anos criado o Afuraka, um espaço no bairro da Achadinha onde as crianças podem dedicar-se ao desenho, à pintura, música e outras actividades criativas.

A ante-estreia de Cisne Preto é promovida pelo Centro Cultural Português da Praia em parceria com o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, através da Direcção Geral das Artes e das Indústrias Criativas. 

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Autoria:Chissana Magalhães,18 jan 2019 16:28

Editado porChissana Magalhães  em  21 jul 2019 23:22

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