Para além do Congo, Cabo Verde partilha o Grupo D com as congéneres de Marrocos e Benim. Defronta Marrocos na quinta-feira, dia 22, e Benim no sábado, dia 24, ambos os jogos às 12h00.
Ângela Almeida, presidente da Federação Cabo-verdiana de Andebol, assegurou ao Expresso das Ilhas que a equipa nacional está preparada “em pé de igualdade” para competir com as demais selecções africanas e, principalmente, com o Egipto, a melhor selecção de África.
“Estamos a competir para o primeiro lugar e, no mínimo, para o segundo lugar. Estou convicta de que estamos preparados, no mesmo patamar e, quiçá, melhores do que outras selecções. A nossa ambição é, portanto, estar sempre no pódio e, acima de tudo, levar a taça para Cabo Verde”, ressaltou Ângela Almeida.
A selecção nacional de andebol de Cabo Verde partiu do país no dia 25 de Dezembro, com destino a Portugal, onde realizou jogos de preparação frente à selecção de Angola. No encontro disputado na passada quinta-feira, as duas equipas empataram a 25–25, com Cabo Verde em destaque na primeira parte, indo para o intervalo em vantagem por 13–9. Já no último jogo-treino, a selecção cabo-verdiana venceu Angola por 26–25, encerrando a preparação antes da partida para o Ruanda, prevista para esta segunda-feira, dia 19.
Atletas convocados
Os atletas convocados integram o grupo que representará Cabo Verde nesta importante competição continental. A lista foi tornada pública pela Federação este domingo, dia 18.
A baliza é assegurada por Élcio Fernandes, do Puente Genil (Espanha), Bruno Fernandes, do Chev Diekirch (Luxemburgo), e Odair Faial, do ASA Stars (Cabo Verde). Na ponta esquerda alinham Alexandre Pereira, do Belenenses (Portugal), e Gilson Correia, do Chev Diekirch (Luxemburgo).
Na ponta direita jogam Fábio Pereira, do Karra HF (Suécia), Edmilson Garcia, da Artística de Avanca (Portugal), e Carlos da Silva, da ADR Graciosa (Cabo Verde). A posição de pivô conta com Paulo Moreno, do Chartres (França), e Felisberto Landim, do Belenenses (Portugal).
Na primeira linha actuam Leandro Semedo, do Puente Genil (Espanha), Délcio Pina, do Marítimo (Portugal), Carlos Chantre, do ASA Stars (Cabo Verde), e Celso Tavares, igualmente do ASA Stars.
Projectar o andebol
Esta competição terá um impacto positivo para a modalidade no país, conforme garantiu Ângela Almeida, que salientou a intenção de projectar o andebol cabo-verdiano a nível mundial.
“A nossa ambição é trabalhar internamente para o desenvolvimento sustentável do andebol e projectá-lo internacionalmente”, sustentou.
Para esta responsável, a vitória que almejam alcançar servirá para motivar e incutir nos jogadores dos escalões mais baixos, até aos seniores, a convicção de que podem, dentro do país, ter a mesma formação e o mesmo nível que atletas internacionais.
“É por isso que temos a Selecção B, para treinar os nossos jogadores em Cabo Verde ao mesmo nível da Selecção A e integrá-los nesta selecção. É por isso que também trouxemos jogadores de Cabo Verde para fazer parte da equipa A”, frisou.
A presidente afirmou ainda que o andebol é a primeira modalidade colectiva no país que se apresenta hoje como a “melhor selecção de Cabo Verde”. Justificou esta afirmação sublinhando que é a primeira selecção a qualificar-se três vezes para o Campeonato do Mundo.
“É uma selecção constante, sem desníveis, sempre com projecções e ambições superiores, para atingir o mais alto patamar. Apesar de o futebol ter maior visibilidade, quem está em primeiro lugar é o andebol”, argumentou.
Classificações anteriores
A selecção masculina de andebol de Cabo Verde estreou-se no CAN em 2020, na Tunísia, alcançando o 5.º lugar e garantindo a qualificação para o seu primeiro Campeonato do Mundo, realizado no Egipto em 2021. Em 2022, sagrando-se vice-campeã, disputou a final com o Egipto e qualificou-se novamente para o Mundial.
Já no CAN de 2024, novamente no Egipto, a selecção cabo-verdiana terminou na quarta posição, após alcançar as meias-finais e ser derrotada pela Argélia, resultado que assegurou a presença de Cabo Verde no Campeonato do Mundo de 2025.
Próximas metas
Depois de ganhar o CAN, o próximo passo da Federação é conquistar um lugar no Mundial. Ângela Almeida manifestou esse desejo, sublinhando que a meta é competir com a mesma garra e ambição de vencer.
Para o ciclo de 2026, a aposta passa por trabalhar os escalões de base e projectá-los para o exterior. A estratégia, segundo esta responsável, é apostar na formação de árbitros, oficiais de mesa e treinadores, pois sem a formação da estrutura não é possível formar bons jogadores.
“Primeiro é formar árbitros, treinadores e professores de Educação Física, para depois introduzir a modalidade de andebol nas escolas. Só depois da formação começaremos a participar em torneios internacionais com os nossos escalões de base.” Está prevista, por exemplo, a participação das selecções SUB-18, masculina e feminina, num torneio internacional em Itália, em Julho.
Em suma, os projectos para 2026 são vários, com destaque para o Projecto Caça-Talentos, já em implementação, visando a criação de selecções B em todos os escalões. A agenda inclui ainda a realização dos campeonatos nacionais e regionais, com o Campeonato Nacional previsto para os meses de Junho e Julho, bem como a participação em competições internacionais, condicionada ao apoio de patrocinadores.
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