Icelandair negoceia com a SATA compra da Azores Airlines

PorExpresso das Ilhas, Lusa,17 abr 2018 14:19

Um dos novos A321neo da Azores Airlines
Um dos novos A321neo da Azores Airlines

​A SATA, companhia aérea dos Açores, anunciou hoje que a Loftleiðir-Icelandic ehf., empresa do Grupo Icelandair, que em Cabo Verde gere a TACV, ficou pré-qualificada na primeira fase do processo de negociação particular relativo à alienação de 49% do capital social da Azores Airlines, companhia que tem o seu hub no arquipélago dos Açores.

"Na sequência da análise da Manifestação de Interesse apresentada pela Loftleiðir-Icelandic ehf., concluiu-se que o potencial comprador em causa demonstrou cumprir integralmente ambos os requisitos de pré-qualificação", informou a SATA, em comunicado enviado à agência Lusa. 

De acordo com a SATA, a primeira fase do procedimento de negociação particular relativo à alienação de 49% do capital social da Azores Airlines, que faz voos de e para fora do arquipélago açoriano, está "concluída tendo ficado pré-qualificado o único potencial comprador que apresentou manifestação de interesse, a Loftleiðir-Icelandic ehf., empresa do Grupo Icelandair". 

Segundo o previsto no Caderno de Encargos do Procedimento de Negociação Particular, após o procedimento de manifestação de interesse, segue-se a segunda fase das propostas vinculativas em que os potenciais compradores pré-qualificados serão convidados a apresentar propostas vinculativas, procedendo-se à selecção para a terceira fase. 

Na terceira fase – negociação particular –, os potenciais compradores convidados participarão nas sessões de negociação particular, nas quais se negociarão todos os atributos das propostas vinculativas, sendo os mesmos convidados a apresentar versões finais das propostas vinculativas, a que se segue a fase IV – decisão final. 

O futuro accionista da companhia aérea açoriana terá que “respeitar obrigatoriamente” a manutenção do plano de renovação da frota iniciado com o A321 NEO. 

De acordo com o caderno de encargos da alienação de 49% do capital da transportadora do grupo SATA, a que a agência Lusa teve recentemente acesso, o candidato terá ainda de promover o “cumprimento da operação aérea regular mínima”. Terá ainda de assegurar as ligações de obrigação de serviço público entre Lisboa e Horta, Lisboa e Pico, Lisboa e Santa Maria, Ponta Delgada e Funchal, bem como a ligação de Ponta Delgada com Frankfurt, a par das rotas a partir da Terceira e Ponta Delgada com Boston e Oakland, nos Estados Unidos, e Toronto, no Canadá. Instituindo a obrigatoriedade de a base da Azores Airlines se manter nos Açores, o caderno de encargos estabelece que o procedimento – que será conduzido de “forma aberta, transparente, concorrencial e não discriminatória” – assegura que as acções representativas de 49% do capital social da Azores Airlines serão contratadas com o potencial comprador. 

O potencial comprador deve manter a identidade empresarial, a autonomia da operadora, a sua denominação social e a marca Azores Airlines, entre outros elementos de identificação, a par de um contributo para a empregabilidade local.

O documento estipula que o valor oferecido pelo potencial futuro accionista não pode ser inferior a 3,6 milhões de euros, devendo-se apresentar um plano de capitalização proposto para a operadora, a par da vinculação a um suprimento mínimo de 10 milhões de euros.

O concorrente deve apresentar um projecto estratégico para a operadora aérea, bem como uma descrição de como a aquisição dos 49% do capital “beneficia a Azores Airlines e o grupo SATA” e “promove o reforço da sua posição concorrencial enquanto operador de transporte aéreo à escala global” nos actuais e futuros mercados e apontar como pode a sua proposta contribuir para o desenvolvimento e reforço do ‘hub’ (centro de operações) dos Açores com o restante território português, europeu e norte-americano, bem como para a economia açoriana. 

O capital social do grupo SATA é actualmente detido por um único accionista, a Região Autónoma dos Açores. A Azores Airlines fechou o terceiro trimestre de 2017 com um prejuízo de 20,6 milhões de euros, estando ainda por fechar as contas finais do ano.

A Icelandair mantém um acordo com o Estado cabo-verdiano, para gestão da TACV e operacionalização do hub da companhia, no Sal. A empresa islandesa lidera o processo de reestruturação da empresa pública, com vista à sua privatização, sendo apontada com o mais forte interessado no negócio. 

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,17 abr 2018 14:19

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  17 nov 2018 3:23

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