​Terminal de Cruzeiros do Mindelo posiciona São Vicente como referência no Atlântico Médio - Governo

PorFretson Rocha, Rádio Morabeza,19 jan 2022 14:08

O Primeiro-ministro acredita que o Terminal de Cruzeiros do Mindelo vai posicionar São Vicente como um destino turístico de referência em Cabo Verde, na região africana e no Atlântico Médio. As obras da infraestrutura, avaliada em mais de 2,6 milhões de contos, foram lançadas hoje. O prazo de execução é de 22 meses.

Para Ulisses Correia e Silva, que presidiu à cerimónia de lançamento dos trabalhos, o terminal de cruzeiros é importante para a ilha do Monte Cara, pelo seu valor e impacto a nível turístico.

“Potenciar com investimentos deste tipo aquilo de que São Vicente precisa, de facto: escala e dimensão em termos de turistas que possam visitar, gastar, entreter-se, ter acesso a serviços e a produtos diversos e viabilizar mercados, desde agroalimentar, das indústrias criativas, produtos de pesca, transformar o carnaval numa indústria de facto", considera.

O chefe do executivo refere que o Terminal de Cruzeiros vai permitir, dentro do conceito da Zona Económica Especial de Economia Marítima (ZEEM), complementaridades e integração das economias do Norte do país. Ulisses Correia e Silva diz que a zona do Porto Grande está destinada a ser especializada no transporte de passageiros do turismo de cruzeiros, de iates e de acomodação de eventos internacionais, nomeadamente ligados ao desporto náutico.

“Estamos a trabalhar para que, em 2023, por esta altura, tenhamos em Mindelo a maior regata do mundo, a Ocean Race. Não será apenas um momento em que receberemos a regata, que vem trazer notoriedade e colocar São Vicente no mapa dos desportos náuticos internacionais. É mais do que isso, porque estamos a preparar um conjunto de investimentos para que São Vicente seja dotada de uma zona infraestruturada para receber outros eventos ligados ao mar”, afirma.

Por seu lado, o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, defende que é preciso continuar a mostrar que o crescimento económico e social do país passa pelo desenvolvimento e disseminação ampla do mar, da tecnologia e da inovação.

“Temos hoje a noção de que é fundamental o mar no desenvolvimento da nossa terra, desde a criação de novas empresas, atracção de investimentos, na geração de emprego e promoção da qualidade de vida da população. O turismo e as actividades marítimas têm, entre nós, uma relevância histórica e nalguns sectores apresentam um elevado potencial de desenvolvimento devido às características naturais das ilhas e infraestruturas existentes”, realça.

O Governo estima que o terminal permitirá receber anualmente 200 mil turistas de cruzeiro.

Os trabalhos vão envolver a reivindicação de uma área de terra, denominada “Ponte Terrestre”, com 2.700 metros quadrados (m2), e a dragagem de aproximadamente 124.000 metros cúbicos na bacia portuária e no canal de acesso.

Entre outras características, o projeto prevê a construção de um pontão de atracação de 400 metros de extensão, com 11 metros de profundidade, e outro de 450 metros, com 9,5 metros de profundidade, além de um cais com uma largura de 12 metros, uma gare de passageiros, uma vila turística e uma zona imobiliária.

Prevê também a construção de um edifício de recepção aos turistas, com cerca de 900 m2, designado por “Visitor Welcome Center” e instalações com 6.150 m2 para estacionamento de táxis e autocarros de apoio.

A obra é cofinanciada pelo Fundo Orio, dos Países Baixos, e pelo Fundo OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) para o Desenvolvimento Internacional.

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Autoria:Fretson Rocha, Rádio Morabeza,19 jan 2022 14:08

Editado porAndre Amaral  em  11 ago 2022 23:28

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