Os números evidenciam a crescente integração de fontes de energia limpa na matriz energética nacional e reforçam a trajectória do país rumo à transição energética e à redução da dependência dos combustíveis fósseis.
Entre as três ilhas analisadas, Santiago registou a maior participação das energias renováveis na produção de electricidade, com mais de um terço da energia gerada a ter origem em fontes como a energia solar e eólica. Seguem-se o Sal, com 32%, e São Vicente, com 31%.
A evolução destes indicadores surge num contexto em que Cabo Verde tem vindo a reforçar os investimentos em infra-estruturas de produção de energia renovável, com o objectivo de aumentar a segurança energética do país, reduzir os custos associados à importação de combustíveis e contribuir para o cumprimento das metas ambientais assumidas a nível internacional.
Os dados do ONSEC demonstram igualmente a importância crescente das energias renováveis para o funcionamento do sistema eléctrico nacional, num arquipélago particularmente vulnerável aos efeitos das alterações climáticas e fortemente dependente de recursos energéticos importados.
A aposta em fontes limpas é considerada um dos pilares da estratégia nacional para o sector energético, permitindo não apenas reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, mas também aumentar a resiliência do sistema eléctrico e promover um modelo de desenvolvimento mais sustentável.
Cabo Verde tem assumido nos últimos anos metas ambiciosas para a incorporação de energias renováveis na produção de electricidade, procurando posicionar-se como uma referência regional na transição energética. Os resultados alcançados nos primeiros cinco meses de 2026 demonstram progressos nesse sentido e confirmam o papel cada vez mais relevante das energias renováveis no abastecimento energético das principais ilhas do país.
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