Portugal vai ajudar na construção dos projectos do BAD para os lusófonos

PorExpresso das Ilhas, Lusa,10 mai 2018 11:43

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Teresa Ribeiro
Teresa Ribeiro

A secretária de Estados dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação disse hoje que o objectivo de Portugal na estratégia de financiamento integrado do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) para os países lusófonos é ajudar na construção dos projectos.

"O papel de Portugal, que não é um país beneficiário dos financiamentos do BAD, é ajudar na construção dos projetos" que o BAD vai financiar nos países lusófonos, explicou Teresa Ribeiro.

Em entrevista à Lusa, a governante vincou que Portugal "tem de estar numa fase muito precoce [do desenvolvimento dos grandes projectos], em que as grandes prioridades de desenvolvimento dos países parceiros são transformadas em projectos".

"Temos de estar ao nível das embaixadas, na identificação das prioridades, temos de estar com a SOFID no desenho dessas prioridades, e depois transformá-las em projectos bancáveis, financiáveis, e contribuir para a construção do próprio esquema de financiamento desses projectos", explicou Teresa Ribeiro, vincando que "é assim que temos mais hipóteses de associar as nossas empresa e fazê-las intervir numa fase mais prematura de um determinado projecto".

O objectivo final é ajudar as empresas portuguesas na internacionalização e na obtenção de contractos no estrangeiro, nomeadamente em África, onde o BAD está a criar um programa de financiamento integrado para os países lusófonos.

"Celebrámos já um protocolo para a introdução do português [de apoio aos funcionários do BAD], porque a língua é uma barreira que impede uma acção mais consistente do BAD nos países lusófonos", acrescentou a governante.

"O BAD está muito interessado em ter um programa específico para o conjunto dos PALOP porque reconhece que apesar da diversidade entre eles, com estádios de desenvolvimento e realidade diferentes, há traços importantes quando se pensa em termos de financiamento e desenvolvimento, como a língua e as matrizes jurídicas muito semelhantes, que são elementos essenciais para o interesse do BAD em desenhar um programa financeiro dirigido ao conjunto dos países lusófonos", salientou Teresa Ribeiro.

A ideia de um programa de financiamento integrado surgiu quando o presidente do BAD visitou Portugal, no ano passado, e discutiu com o Governo português uma nova abordagem à cooperação devido às enormes necessidades de financiamento que obrigam ao envolvimento dos parceiros financeiros.

O próprio presidente do BAD, Akinwumi Adesina, já tinha assumido esta ideia em entrevista à Lusa em Novembro, no final da visita a Portugal, quando disse que o BAD vai "olhar para os países lusófonos de uma maneira diferente, com um compacto entre o BAD e Portugal para ver como olhar para projectos maiores e usar os nossos instrumentos para tirar risco e dar mais escala aos projectos".

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,10 mai 2018 11:43

Editado porAndre Amaral  em  21 nov 2018 3:23

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