​Governo quer que novo compacto do BAD tenha efeito transformador sobre a economia nacional

PorFretson Rocha, Rádio Morabeza,9 nov 2018 8:22

Cabo Verde, enquanto membro dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), assinou ontem o memorando de entendimento para o Compacto de Desenvolvimento Financeiro para os Países Lusófonos em África, com o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e Portugal.

O acto decorreu durante o Fórum para o Investimento em África, organizado pelo BAD, que começou quarta-feira e termina hoje, em Joanesburgo, África do Sul.

O ministro das Finanças, Olavo Correia, que participa no evento, considera que se trata de um momento histórico. Num texto publicado ontem na sua página na rede social facebook, o Governante explica que o financeiro visa promover o desenvolvimento económico privado nos estados africanos.

Neste sentido, o BAD vai promover 65 projetos privados avaliados em mais de 5.000 milhões de dólares, no âmbito deste Compacto, sendo que Portugal inscreveu no Orçamento do Estado para o próximo ano até 400 milhões de euros em garantias a investimentos.

“Cabo Verde tem um programa que prevê investir mais de 1,6 biliões nos próximos três anos em projetos no privado e no público. Dos 5. 000 milhões do Compacto, Cabo Verde tem a ambição de ter uma fatia importante deste montante, entre 10 e 20 por cento disto. Agradecemos Portugal e também Brasil por este engajamento em relação ao Compacto”, garante Olavo Correia.

O Governante diz que este novo compacto, para ser útil para o arquipélago, tem de ter um efeito transformador sobre as economias nacionais e tem de ter resultados palpáveis para as populações das ilhas.

“Tem de ser um programa em que todas as partes ganham, sobretudo nossos países que precisam de incentivos para os pequenos e médios empresários que enfrentam dificuldades enormes ao nível do mercado, ao nível do financiamento, ao nível de estudos em relação a projetos. Portanto, temos que ter as condições para que possamos criar aqui veículos e instrumentos que possam ir ao encontro das necessidades dessas micro, médias e pequenas empresas em nossos países”, diz.

A tutela da pasta das Finanças reitera que Cabo Verde quer criar as condições para que os empresários nacionais possam, a partir do país investir, aproveitando as oportunidades do mercado em cada espaço na CPLP, na lusofonia, mas também de outros mercados internacionais.

“Por outro lado, este compacto não pode ser uma narrativa, sob pena de não podermos fazer face à demanda da juventude. Temos muitos jovens que estão à procura de emprego e de rendimento. Se a economia não avançar e não crescer, não conseguiremos dar respostas aos milhões jovens à escala africana, mas também ao nível dos nossos países”, conclui.

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Autoria:Fretson Rocha, Rádio Morabeza,9 nov 2018 8:22

Editado porAndre Amaral  em  16 nov 2018 7:19

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