População mundial continua a aumentar. Crescimento é desigual

PorExpresso das Ilhas, ONU News,11 jul 2019 13:38

Questões relacionadas com a gravidez ainda são a principal causa de morte entre meninas de 15 a 19 anos.
Questões relacionadas com a gravidez ainda são a principal causa de morte entre meninas de 15 a 19 anos. (Foto: OMS/OPAS)

Assinala-se hoje o Dia Mundial da População. As Nações Unidas (ONU) marcam a data com um apelo à atenção global para as questões pendentes da Conferência Internacional da População e Desenvolvimento do Cairo. Em 2019, celebram-se 25 anos após a realização do evento.

Na sua mensagem sobre a data, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que apesar dos progressos na redução da mortalidade materna e número de casos de gravidez indesejada, muitos desafios permanecem.

O responsável destaca que se assiste a um retrocesso nos direitos das mulheres, inclusive nos serviços essenciais de saúde.

Questões relacionadas à gravidez ainda são a principal causa de morte entre meninas de 15 a 19 anos. A violência baseada no género, enraizada na desigualdade, continua a ser um preço muito alto, segundo Guterres.

A ONU considera que a população cresce a um ritmo desigual. Para muitos dos países menos desenvolvidos, os desafios para o desenvolvimento sustentável são agravados pelo rápido crescimento populacional e pela vulnerabilidade às mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, outras nações enfrentam o desafio do envelhecimento da população, incluindo a necessidade de promover um envelhecimento activo e saudável e fornecer protecção social adequada.

(Banco Mundial/Antony Tran)
(Banco Mundial/Antony Tran)

Com a urbanização, 68% da população mundial deverá viver em áreas urbanas até 2050. Guterres destaca que o desenvolvimento sustentável e as mudanças climáticas dependerão cada vez mais da gestão bem-sucedida do crescimento urbano.

Para o chefe da ONU, a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável é o modelo mundial para um futuro melhor para todos, num planeta saudável.

O Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) anunciou que mais de 200 milhões de mulheres e meninas querem atrasar ou evitar a gravidez, mas não têm meios.

A directora executiva da agência, Natália Kanem, disse que essas mulheres e meninas são de populações mais pobres, membros de comunidades indígenas, rurais e marginalizadas, que vivem com deficiências, e enfrentam as maiores lacunas nos serviços.

Kanem destaca que este é o momento de agir, para garantir que todas as mulheres e meninas possam exercer os seus direitos. A líder da UNFPA destaca que o custo da falta de acção é demasiado alto,.

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Autoria:Expresso das Ilhas, ONU News,11 jul 2019 13:38

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  15 set 2019 23:22

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