Primeiro dia de campanha para as presidenciais guineenses foi morno e sem alguns candidatos

PorExpresso das Ilhas, Lusa,3 nov 2019 9:45

Bissau
Bissau

​O primeiro dia de campanha eleitoral para as presidenciais de 24 de Novembro na Guiné-Bissau, cumprido sábado, foi morno e marcado pela ausência de alguns dos principais candidatos.

Em Bissau, o antigo primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, candidato independente, fez um curto comício já ao final da tarde onde pediu para ser eleito à primeira volta e salientou que o futuro no país está nos jovens.

Também na capital guineense, o Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15) marcou o início da campanha num espaço cultural com um encontro com apoiantes, mas sem a presença do seu candidato, o general Umaro Sissoco Embaló, que está em Espanha, segundo fonte do partido, a realizar encontros com a diáspora.

Domingos Simões Pereira, candidato do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), optou pelo sul do país, onde manteve durante o dia contacto com a população local e terminou com um comício em Buba.

Nuno Nabian, candidato da Assembleia Nacional do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) e apoiado pelo Partido de Renovação Social (PRS), tinha inicialmente previsto uma intervenção em Bissau, mas acabou por adiar o arranque da campanha, o que deve acontecer nos próximos dias, segundo fonte da sua candidatura.

José Mário Vaz, que assume actualmente a Presidência guineense e que recandidata a um segundo mandato, tinha previsto estar em Gabu, mas adiou a sua presença para domingo.

A Guiné-Bissau vive um momento de grande tensão política, tendo o país neste momento dois governos e dois primeiros-ministros, nomeadamente Aristides Gomes e Faustino Imbali.

O Presidente guineense deu na quinta-feira posse a um novo Governo, depois de ter demitido o Governo liderado por Aristides Gomes na segunda-feira.

A União Africana, a União Europeia, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e as Nações Unidas já condenaram a decisão do Presidente, José Mário Vaz, de demitir o Governo liderado por Aristides Gomes e disseram que apenas reconhecem o executivo saído das eleições legislativas de 10 de março, que afirma continuar em funções.

O Governo de Aristides Gomes já disse que não reconhece a decisão de José Mário Vaz, por este ser candidato às eleições presidenciais, por o seu mandato ter terminado a 23 de junho - cinco anos após a posse como chefe de Estado - e por se ter mantido no cargo, após o final do seu mandato, por decisão da CEDEAO.

Participam na campanha eleitoral, que vai decorrer até 22 de novembro, 12 candidatos aprovados pelo Supremo Tribunal de Justiça.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,3 nov 2019 9:45

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  14 nov 2019 10:19

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