Em Bissau, o antigo primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, candidato independente, fez um curto comício já ao final da tarde onde pediu para ser eleito à primeira volta e salientou que o futuro no país está nos jovens.
Também na capital guineense, o Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15) marcou o início da campanha num espaço cultural com um encontro com apoiantes, mas sem a presença do seu candidato, o general Umaro Sissoco Embaló, que está em Espanha, segundo fonte do partido, a realizar encontros com a diáspora.
Domingos Simões Pereira, candidato do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), optou pelo sul do país, onde manteve durante o dia contacto com a população local e terminou com um comício em Buba.
Nuno Nabian, candidato da Assembleia Nacional do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) e apoiado pelo Partido de Renovação Social (PRS), tinha inicialmente previsto uma intervenção em Bissau, mas acabou por adiar o arranque da campanha, o que deve acontecer nos próximos dias, segundo fonte da sua candidatura.
José Mário Vaz, que assume actualmente a Presidência guineense e que recandidata a um segundo mandato, tinha previsto estar em Gabu, mas adiou a sua presença para domingo.
A Guiné-Bissau vive um momento de grande tensão política, tendo o país neste momento dois governos e dois primeiros-ministros, nomeadamente Aristides Gomes e Faustino Imbali.
O Presidente guineense deu na quinta-feira posse a um novo Governo, depois de ter demitido o Governo liderado por Aristides Gomes na segunda-feira.
A União Africana, a União Europeia, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e as Nações Unidas já condenaram a decisão do Presidente, José Mário Vaz, de demitir o Governo liderado por Aristides Gomes e disseram que apenas reconhecem o executivo saído das eleições legislativas de 10 de março, que afirma continuar em funções.
O Governo de Aristides Gomes já disse que não reconhece a decisão de José Mário Vaz, por este ser candidato às eleições presidenciais, por o seu mandato ter terminado a 23 de junho - cinco anos após a posse como chefe de Estado - e por se ter mantido no cargo, após o final do seu mandato, por decisão da CEDEAO.
Participam na campanha eleitoral, que vai decorrer até 22 de novembro, 12 candidatos aprovados pelo Supremo Tribunal de Justiça.