Teerão pede "sangue sionista" e de Trump

PorExpresso das Ilhas, Lusa,5 mar 2026 7:54

Ayatollah Abdollah Javadi Amoli
Ayatollah Abdollah Javadi Amoli
• Irão lançou nova vaga de ataques contra bases israelitas e norte-americanas • EUA afundaram fragata iraniana Dena no Índico, matando dezenas de marinheiros • Teerão nega disparo de míssil contra Turquia, país membro da NATO • Conflito já causou 1.114 mortes civis no Irão, incluindo 181 crianças

Resumo criado por IA

O 'ayatollah' Abdollah Javadi Amoli convocou hoje um "derramamento de sangue sionista" e "do sangue de [Donald] Trump", através da televisão estatal do Irão, na sequência dos ataques conjuntos de Israel e dos Estados Unidos da América (EUA).

"Estamos agora à beira de um grande teste e devemos ter cuidado para preservar plenamente a unidade, para preservar plenamente a aliança", disse, apelando ao "derramamento de sangue sionista, ao derramamento do sangue de Trump.

O actual imã diz: 'Lutem contra a América opressora, o sangue dele está sobre meus ombros'", afirmou.

O Irão lançou hoje uma nova onda de ataques contra bases israelitas e norte-americanas, avisando que os EUA se vão arrepender "amargamente" de torpedear um navio de guerra iraniano no oceano Índico, ao passo que Israel anunciou nova ofensiva "em grande escala" contra Teerão.

Segundo a agência noticiosa norte-americana AP, as sirenes de aviso de ataque aéreo soaram em Telavive e em Jerusalém e as Forças da Defesa de Israel (IDF) lançaram mais ataques no Líbano, dirigidos a posições do grupo islamista radical Hezbollah, além de uma "onda em grande escala de ataques contra infraestruturas" na capital iraniana.

A Marinha dos EUA afundou um navio de guerra iraniano na noite de terça-feira no oceano Índico, matando pelo menos umas dezenas de elementos da guarnição, acto classificado como "uma atrocidade no mar" pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi.

"A fragata Dena, convidada da Marinha da Índia e com quase 130 marinheiros a bordo, foi atingida em águas internacionais sem aviso prévio. Fixem estas palavras: os EUA vão arrepender-se amargamente do precedente que criaram", escreveu o responsável nas redes sociais.

Irão nega lançamento de míssil contra Turquia

Entretanto, o Estado-Maior das Forças Armadas do Irão negou hoje ter lançado um míssil contra a Turquia, depois de ter sido noticiado que as defesas da NATO neste país-membro da Aliança Atlântica teriam interceptado um projéctil iraniano.

"As Forças Armadas da República Islâmica do Irão respeitam a soberania da Turquia, país vizinho e amigo, e negam qualquer lançamento de mísseis contra o seu território", indicou o Estado-Maior iraniano num comunicado divulgado pelos meios de comunicação social do país.

As defesas da NATO na Turquia informaram na quarta-feira que tinham intercetado um míssil iraniano sobre o Mediterrâneo oriental e que estilhaços da munição caíram no extremo sul do país, sem causar vítimas, conforme confirmado pelo Governo turco.

"Um míssil balístico disparado do Irão, que se dirigia para o espaço aéreo turco depois de atravessar o Iraque e a Síria, foi neutralizado pelas defesas antiaéreas e antimísseis da NATO estacionadas no Mediterrâneo oriental", indicou o ministério turco da Defesa num comunicado.

A ser confirmado, o incidente em solo turco, agora negado por Teerão, terá sido o primeiro desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão no sábado passado.

Este é o sexto dia da nova guerra que eliminou o 'líder supremo' iraniano, 'ayatollah' Ali Khamenei, de 86 anos e no poder desde 1989.

Desde sábado, pelo menos 1.114 civis foram mortos no Irão, segundo dados da Agência de Notícias de Activistas de Direitos Humanos (HRANA), uma organização não-governamental sediada nos EUA.

Destes, a agência afirma que pelo menos 181 eram crianças. A HRANA indica ainda que está a analisar quase 900 mortes adicionais relatadas.

Os contra-ataques do Irão causaram a morte de seis soldados norte-americanos no Kuwait, onde também morreram dois outros militares e uma criança, bem como a morte de dez israelitas durante as primeiras vagas, além de outra vítima mortal no Bahrein.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Lusa,5 mar 2026 7:54

Editado porAndre Amaral  em  5 mar 2026 14:19

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