"Estou particularmente preocupado com a extrema prioridade atribuída aos investimentos em segurança e defesa, em prejuízo dos serviços sociais e do desenvolvimento sustentável que são desesperadamente necessários" na Coreia do Norte, afirmou
Fto aos jornalistas, em declarações divulgadas pelo seu gabinete.
O alto-comissário considerou que o país, que classificou como hermético, vive uma situação de "crise de direitos humanos" e afirmou que o seu gabinete documentou abusos que poderão constituir "crimes contra a humanidade".
"É evidente que tem de haver responsabilização sob todas as formas, incluindo não judiciais, pelas graves violações que assolaram a República Popular Democrática da Coreia [designação oficial da Coreia do Norte] durante décadas", declarou o alto-comissário.
Ainda assim, Turk incentivou à procura de vias de contacto com as autoridades norte-coreanas sempre que possível, com o objetivo de criar espaços de diálogo e promover a confiança.
Nesse sentido, saudou a notícia de que a equipa de futebol norte-coreana Naegohyang FC vai disputar, em 20 de maio, na Coreia do Sul, a fase final da Liga dos Campeões Feminina da Confederação Asiática de Futebol (AFC), defrontando nas meias-finais uma equipa sul-coreana, após oito anos sem visitas desportivas de Pyongyang ao país vizinho.
"São necessárias medidas urgentes para encontrar formas de trocar cartas, retomar os contactos e os reencontros familiares, e divulgar informações que permitam esclarecer o paradeiro e o destino das pessoas desaparecidas e sequestradas", sublinhou o alto-comissário.
Turk chegou terça-feira à Coreia do Sul para uma visita de três dias. Hoje reuniu-se com o primeiro-ministro sul-coreano, Kim Min-seok, e com o ministro da Unificação, Chung Dong-young, segundo a agência noticiosa Yonhap, que não adiantou pormenores.
Foto: depositphotos
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