Operação internacional intercepta navio com uma tonelada de cocaína a sul de Cabo Verde

PorExpresso das Ilhas,5 jun 2019 8:32

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Navio da operação "Areia Branca"
Navio da operação "Areia Branca"(DR)

​Um navio de pesca, com mais de uma tonelada de cocaína, foi interceptado, a 22 de Maio, a sul de Cabo Verde, pela Marinha Portuguesa, revelaram ontem as autoridades daquele país.

A embarcação, de pavilhão brasileiro, que tinha como destino final a Europa, foi interceptada em águas internacionais, a cerca de 520 quilómetros a sul do arquipélago e a 4.000 quilómetros de Lisboa Da operação, concretizada em coordenação entre as Forças Armadas de Portugal e a Polícia Judiciária daquele país europeu, resultou a apreensão de 1.102 quilos de cocaína, acondicionados em 50 sacos de serapilheira. Foram igualmente detidos sete homens, todos de nacionalidade brasileira, com idades entre os 36 e os 64 anos, e que, ouvidos pela justiça em Lisboa, ficaram em prisão preventiva.

A droga, escreve o Diário de Notícias (DN), citando a PJ lusa, vinha acondicionada no porão do barco num "compartimento de difícil acesso especialmente criado para o efeito".

O navio foi rebocado até Lisboa, numa operação particularmente delicada, pelo estado da embarcação. Os homens navegavam em condições precárias. Acrescenta o DN que existiam seis beliches, cozinha, despensa e casa de banho.

Acreditam os investigadores que os homens se preparavam para fazer o transbordo da droga para outro barco.

Para o ministro da Defesa de Portugal, João Gomes Cravinho, a operação permitiu pôr fim a vários crimes.

"Esta operação vale por aquilo que é o resultado imediato, a apreensão de mais de uma tonelada de cocaína, mas vale também por aquilo que representa em termos da nossa estratégia de combate ao narcotráfico, que está associado a outras formas de criminalidade, incluindo tráfico de armas e tráfico de pessoas. Há toda uma cadeia de ilícitos que estamos a interromper", disse, citado pela agência Lusa.

João Gomes Cravinho referiu aos jornalistas que o seu país tem uma responsabilidade acrescida no combate a este tipo de crime devido à sua posição geográfica, próxima dos continentes americano e africano.

Já para Francisca Van Dunem, ministra portuguesa da Justiça, o sucesso da operação "Areia Branca", assim chamada, só foi possível devido à cooperação entre instituições.

"Nunca houve nenhuma operação em que tivéssemos ido tão longe e só foi possível fazer porque há um trabalho conjunto entre a Polícia Judiciária, a Marinha e a Força Aérea, já de longos anos [...]. Só podíamos fazer um trabalho desta envergadura, a esta distância, se houvesse uma grande articulação entre as várias instituições", sublinhou à Lusa.

A investigação contou com o apoio do Maritime Analysis and Operations Centre (MAOC-N), agência internacional de combate ao tráfico de droga com sede em Lisboa; da Drugs Enforcement Administration dos Estados Unidos e da National Crime Agency do Reino Unido. A operação iniciou-se na sequência de uma troca de informações com a Polícia Federal do Brasil.

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Autoria:Expresso das Ilhas,5 jun 2019 8:32

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  4 mar 2020 23:21

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