​IGAE apreendeu 120 mil litros de aguardente de má qualidade desde Janeiro

PorExpresso das Ilhas, Inforpress,16 set 2019 8:14

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A Inspecção-Geral das Actividades Económicas (IGAE) apreendeu, desde Janeiro, cerca de 120 mil litros de aguardente de má qualidade e “mais de 500 mil litros” de produto de falsificação. Informação avançada pelo inspector-geral da IGAE, Elisângelo Monteiro.

“Em matéria da falta de rotulagem das bebidas alcoólicas para a comercialização, as apreensões acontecem quase que diariamente”, indicou Elisângelo Monteiro, acrescentando que, em parceira com a Polícia Nacional e as câmaras municipais, se estão a fazer “intervenções nocturnas”, o que tem permitido apreender as bebidas de produção ilegal.

Para o responsável da Inspecção-Geral das Actividades Económicas (IGAE), são “números impressionantes”.

De Janeiro até 31 de Julho, foram declarados mais de um milhão e 800 mil litros de produto, sendo Santo Antão a ilha responsável por 80 por cento (%) desta declaração.

Tal significa que a fiscalização começa a “calibrar a produção”, o que vai influenciar oferta, preço, quantidade consumida e efeito na saúde.

Conforme explicou o inspector-geral das actividades económicas, certos fabricantes têm utilizado açúcar refinado na produção, assim como o resíduo das caldas da cana-de-açúcar para o fabrico da aguardente.

Igualmente, para forçar a fermentação, alguns produtores têm utilizado produtos como o DDT (pesticida utilizado no combate aos insectos), além de fezes humanas e animais mortos, porque contêm bactérias.

“O maior problema que temos no que diz respeito ao alcoolismo no país surge justamente da utilização do resíduo da cana-de- açúcar e mais o açúcar (refinado) para reforçar a sua fermentação”, precisou.

A Inforpress revela que, não obstante Santo Antão ser a ilha que mais declara mais produção, é em Santiago onde se situa a maior parte das unidades de produção.

“A redução que se verificou este ano, por causa da intensidade da fiscalização, vai ter um efeito importantíssimo no mercado, na oferta e em termos de saúde”, salientou o responsável.

As coimas aplicadas atingem cerca de cinco milhões de escudos.

O responsável acredita que a entrada em vigor da nova lei do álcool, prevista para 5 de Outubro, vai ter um efeito “importantíssimo” no consumo, na produção e redução dos efeitos do álcool.

A Inspecção-Geral das Actividades Económicas tem sete inspectores, o que, de acordo com o seu responsável é “manifestante insuficiente”. 

Elisângelo Monteiro mostra-se esperançado na melhoria da situação com o recrutamento de novos inspectores, previsto para breve.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Inforpress,16 set 2019 8:14

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  16 out 2019 11:19

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