​Sindicalista alerta para possibilidade de instabilidade social

PorFretson Rocha, Rádio Morabeza,20 dez 2019 15:26

Sede da União dos Sindicatos de São Vicente
Sede da União dos Sindicatos de São Vicente(Rádio Morabeza)

O presidente do Sindicato da Indústria, Comércio e Serviços de São Vicente alerta para a possibilidade de os trabalhadores adoptarem formas de luta que fujam ao controlo sindical. Em causa, a situação laboral considerada nada boa, devido ao não aumento salarial e perda do poder de compra.

A chamada de atenção de Júlio Fortes foi feita hoje, em entrevista à Rádio Morabeza, à margem de uma assembleia geral de dirigentes, delegados e activistas sindicais que decorre no Mindelo.

“Estamos a adoptar formas de luta, mobilizar os trabalhadores, potencializar os sindicatos, inclusive tentar estar activos junto das instituições com capacidade de decisão para fazer pressão para ver se conseguimos ultrapassar esta situação. Se não, pode haver desestabilização, pode haver situações que fujam ao nosso controlo. Os trabalhadores, revoltados, podem adoptar formas de luta que não são as melhores”, alerta.

Em debate na assembleia geral está, entre outros assuntos, a análise da situação socio-laboral do país e a realização da manifestação nacional agendada para 13 de Janeiro, Dia da Liberdade e da Democracia. Júlio Fortes, que é também porta-voz da reunião, explica que a situação laboral tende a piorar.

“A situação não é boa, tem tendência a piorar porque infelizmente o Governo, ultimamente, não tem tido vias de diálogo para dar andamento, pelo menos, ao compromisso assumido durante as campanhas eleitorais, no seu programa de Governo, que é a questão da actualização salarial. Desde 2011 temos perdido poder de compra”, diz.

A manifestação nacional agendada para 13 de Janeiro deve abranger trabalhadores de todas as classes profissionais. A decisão saiu de uma reunião realizada no dia 23 de Novembro, em São Vicente, por um grupo de 12 sindicatos afectos à União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical (UNTC-CS).

Neste momento está a ser criada uma comissão para dinamizar os contactos para envolver todos os sindicatos do país na manifestação.

A não redução da idade de reforma dos marítimos, a não reclassificação e falta de atenção aos técnicos operacionais do Ministério da Agricultura, a excessiva morosidade da Justiça do Trabalho, o funcionamento precário da Inspecção Geral do Trabalho (IGT) e da Direcção Geral do Trabalho (DGT) e a redução de direitos no âmbito da previdência social são outras questões apontadas.

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Autoria:Fretson Rocha, Rádio Morabeza,20 dez 2019 15:26

Editado porSara Almeida  em  10 set 2020 23:21

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