Cabo Verde já está a tomar medidas para fazer face a eventual pandemia mundial

O ministro da Saúde e da Segurança Social, Arlindo do Rosário, disse esta quinta-feira que Cabo Verde está a tomar as devidas providências para fazer face a uma eventual pandemia mundial.

Em conversa com a Inforpress, Arlindo do Rosário fez saber que o Governo está à espera do pronunciamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), em termos de declaração do surto com um quadro de emergência internacional para começar a implementar as medidas.

“A Direcção-Geral da Saúde já está a tomar as devidas providências alinhadas com as recomendações da OMS para fazer face a essa eventual pandemia mundial, mas ainda estamos a aguardar o pronunciamento do director-geral da OMS”, disse.

Para já, indicou, as autoridades sanitárias estão a analisar a situação e conhecer profundamente todo o ciclo de epidemia, ver como é que de facto a doença evolui e em função das informações disponibilizadas pela OMS tomar as medidas dentro do quadro do regulamento internacional.

A Comissão Nacional de Saúde da China adiantou que à meia-noite de quarta-feira, tinha contabilizado 571 casos confirmados em 25 províncias e regiões do país. Na quarta-feira, as autoridades tinham registado 131 novos casos.

Até ao momento, os serviços de saúde chineses acompanham 5.897 pessoas que mantiveram contato próximo com pacientes infectados e, dessas, 4.928 estão em observação.

A Comissão Nacional de Saúde da China tinha já alertado que este novo tipo de coronavírus, uma espécie de vírus que causa infecções respiratórias em seres humanos e animais, “pode sofrer mutações e espalhar-se mais facilmente”.

Fora da China continental, foram confirmados casos da doença em Macau, Hong Kong, Taiwan, Coreia do Sul, Japão, Tailândia e Estados Unidos da América.

As autoridades desconhecem ainda a origem exacta da infecção, mas vários indícios apontam para animais infectados, que são comercializados vivos, a transmitir a doença aos seres humanos.

Os sintomas destes coronavírus são mais intensos do que uma gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias, incluindo falta de ar.

O surto surge numa altura em que milhões de chineses viajam, por ocasião do Ano Novo Lunar, a principal festa das famílias chinesas, equivalente ao natal nos países ocidentais. Segundo o Ministério dos Transportes chinês, o país deve registar um total de três mil milhões de viagens internas durante os próximos 40 dias.

Os casos alimentaram receios sobre uma potencial epidemia, semelhante à da pneumonia atípica, ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que entre 2002 e 2003 matou 650 pessoas na China continental e em Hong Kong.

A OMS decidiu na quarta-feira prolongar a reunião do Comité de Emergência para decidir se declarava emergência de saúde pública internacional o surto de um novo coronavírus na China. Entretanto, a OMS reuniu esta quinta-feira e considerou ser ainda ser prematuro declarar situação de emergência global de saúde pública por causa do novo coronavírus.

A OMS reserva a possibilidade de reunir o comité no futuro para discutir novamente uma eventual emergência internacional, o que implicaria a implementação de medidas preventivas a nível global. 

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Autoria:Expresso das Ilhas, Inforpress, Lusa,24 jan 2020 6:08

Editado porSara Almeida  em  3 jun 2020 23:20

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