ANESP não vê razões para realização da greve dos ​vigilantes

PorExpresso das Ilhas, Inforpress,20 set 2020 15:14

O presidente da Associação Nacional das Empresas de Segurança Privada (ANESP) diz que respeita a greve dos trabalhadores de segurança privada, embora não vê razões para a existência da mesma. A greve dos ​vigilantes , com duração de tês dias , começa segunda-feira.

Francisco Nascimento, presidente da ANESP,  afirma que a greve é um direito dos trabalhadores, mas sublinha  que" não há motivos para a realização" e  afirma que  "os sindicatos sabem porque é que ainda não foi implementada a nova grelha salarial".

Em declarações à Inforpress, o representante da ANESP explica que "as empresas não estão em condições de cumprir com a proposta do aumento salarial estabelecido no acordo colectivo do trabalho que foi revisto em 2017".

Francisco Nascimento indica que do encontro da última sexta-feira, 18, com o Governo, no qual participaram o Sindicato da Indústria, Silvicultura, Agricultura e Pescas (SISCAP), Sindicato de Indústria, Alimentação, Construção Civil e Afins (SIACSA), Sindicato Indústria, Agricultura e Pesca (SIAP) e a ANESP houve um consenso sobre o Preço Indicativo de Referência (PIR).

 O responsável refere que  as empresas terão ainda de negociar com os seus clientes um novo valor a ser aplicado sobre o Preço Indicativo de Referência e o sector privado não vai ser abrangido pelo PIR.

“É um ganho para este sector sendo que está quase tudo definido e mais tardar até terça-feira todas as partes vão assinar a alteração do acordo colectivo de trabalho”, referiu o presidente que disse que é preciso que os sindicatos esclareçam os trabalhadores.

Francisco Nascimento explica que o Preço Indicativo de Referência (PIR) vai criar as condições para que ,paulatinamente, as empresas comecem a pagar o salário previsto no contrato de trabalho.

Na quinta-feira, o presidente do Sindicato Nacional dos Agentes de Segurança Pública e Privada, Serviços, Agricultura, Comércio e Pesca (SINTSEL), anunciou que os trabalhadores de segurança privada vão fazer uma greve de três dias, (21, a 23) a nível nacional para reivindicarem o aumento salarial.

Em causa está a proposta do aumento salarial estabelecido no acordo colectivo do trabalho que foi revisto em 2017 e com a promessa da sua implementação em Janeiro de 2020, mas ainda não foi implementada.

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Autoria:Expresso das Ilhas, Inforpress,20 set 2020 15:14

Editado pormaria Fortes  em  24 out 2020 16:19

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