Banco Mundial disponível para financiar as vacinas em falta para imunizar cabo-verdianos

PorInforpress, Expresso das Ilhas,10 jun 2021 13:40

O Banco Mundial está disponível para financiar a aquisição das vacinas em falta para imunizar a população cabo-verdiana contra a COVID-19, avançou hoje a representante da organização em Cabo Verde, Eneida Fernandes.

A responsável falava aos jornalistas no final de uma visita ao primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, de uma delegação do Banco Mundial, chefiada pelo director das operações para Cabo Verde, Nathan Belete.

Segundo Eneida Fernandes, o Banco Mundial disponibilizou já cinco milhões de dólares para a aquisição das vacinas e está disponível para dobrar ou até triplicar esse valor em função da demanda do país de vacinar 70% da população até final deste ano.

"Vai depender muita da demanda, porque tem várias doações que já chegaram. A gente já tem cinco milhões disponibilizados e poderíamos ir a um valor acima disso, dobrando ou até triplicando. Ainda estamos em discussões para ver qual é ‘gap’ real e os custos das vacinas, mas estamos a fazer todos os esforços para ter os recursos disponíveis para cobrir os 40% que estão faltando em termos de financiamento”, disse.

Cabo Verde já vacinou mais de 33 mil pessoas com a primeira dose da vacina AstraZeneca e as 2.700 que tomaram Pfizer já receberam a segunda dose.

O país tem em estoque um total de 150 mil vacinas da AstraZeneca, provenientes de várias doações nomeadamente no âmbito da Covax, iniciativa fundada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), da cooperação Portuguesa, da França e da Hungria.

Para esta sexta-feira, 11, está prevista a chegada de mais um lote de vacinas, desta feita da Sinopharm da China, perfazendo um total de 200 mil doses da vacina, segundo o ministro da Saúde, Arlindo do Rosário, quantidade suficiente para vacinar mais de 30% da população elegível.

A meta do Governo é de vacinar até 70% da população até ao final do ano, e vai contar com o apoio do Banco Mundial.

Para além de apoiar o país na aquisição das vacinas, Eneida Fernandes, adiantou que o Banco Mundial está a apoiar o Governo na área do turismo, sector que antes da pandemia garantia 25% do PIB do país, e que ficou totalmente paralisado com a pandemia da covid-19.

“O Banco Mundial tenta trabalhar em áreas em que a gente tem mais vantagem de apoio ao Governo. Então na área do turismo a gente está a preparar um novo programa”, disse, indicando outras áreas prioritárias como a economia digital e o capital humano com projectos de educação e protecção social.

A questão da dívida pública foi outra área que a delegação do Banco Mundial discutiu com o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.

Neste particular Eneida Fernandes adiantou que objectivo é de trabalhar com o Governo e o Fundo Monetário Internacional para juntos verem como trabalhar nesta questão da dívida, mas desde logo garantiu toda assistência técnica necessária.

“O governo está a preparar o seu plano para discutir com alguns dos parceiros bilaterais e o Banco Mundial vai poder apoiar o Governo nessas discussões”, explicou.

O director das operações para Cabo Verde, Nathan Belete, reiterou todo o engajamento do Banco Mundial para acompanhar o Governo na realização de acções de desenvolvimento para assegurar o relançamento da economia no pós-covid.

A economia cabo-verdiana sofreu uma recessão equivalente a 14,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, devido ao “efeito negativo extraordinário” da pandemia de covid-19, segundo indicadores do Instituto Nacional de Estatística.

Perdeu em 2020 um total 19.718 empregos e a taxa de desemprego aumentou para 14,5% e o ‘stock’ da dívida pública de Cabo Verde aumentou para o valor histórico de 150% como consequência da pandemia.

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Autoria:Inforpress, Expresso das Ilhas,10 jun 2021 13:40

Editado porAndre Amaral  em  13 jun 2021 23:21

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