​Ministro da Agricultura e Ambiente sublinha que é fundamental garantir o acesso financeiro das famílias aos alimentos

PorExpresso das Ilhas,23 jun 2022 14:18

O ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, sublinhou hoje que é fundamental garantir o acesso financeiro das famílias aos alimentos, uma vez que estudos apontam que cerca de 30 mil cabo-verdianos encontram-se em situação de insegurança alimentar e 107 mil sob pressão alimentar, devido a fragilidade do País e a sua vulnerabilidade insular.

No seu discurso, hoje, na abertura da “Reunião restrita do dispositivo regional de Prevenção e Gestão das Crises Alimentares (PREGEC) no Sahel e África Ocidental”, que decorre na Cidade da Praia, de 23 a 24 de Junho, Gilberto Silva, sublinhou a importância da partilha de informações sobre a situação agrícola, alimentar e nutricional na região do Sahel, para prevenir e mitigar os efeitos da crise alimentar e sanitária, agravada pela guerra na Europa sobre as famílias africanas.

Cabo Verde, segundo o ministro, enquanto país fortemente ancorado na África Ocidental procura lutar muito mais para obtenção da água para a vida e que clama, actualmente, por uma atenção especial não só à população rural, mas, sobretudo, às zonas periurbanas das cidades cabo-verdianas, nesta nova conjuntura.

“Somos de facto um pequeno Estado insular em desenvolvimento e esta situação confere grande vulnerabilidade aos choques externos e a conjuntura internacional hoje vivenciada, e da forma como impacta o nosso país é prova da exposição e grande vulnerabilidade a estes choques. Nesta condição, a semelhança da maioria dos países em desenvolvimento, Cabo Verde depende da importação de bens alimentares e em mais de 80%, sobretudo quando estamos a falar de cereais, óleo alimentar, leite, ou seja a maioria dos produtos considerados de primeira necessidade na lei Cabo-verdiana”, disse.

Gilberto Silva, referiu ainda que a maior parte dos países da sub-região enfrentam a problemática da pobreza extrema e da insegurança alimentar, marcados por desafios titânicos da sua erradicação.

Segundo este governante, dados recentes indicam que 38 milhões de pessoas nesta região poderão vir a sofrer com a falta de segurança alimentar entre Junho e Agosto.

As causas profundas da insegurança alimentar na região, como referiu o ministro, prendem-se com factores múltiplos e intrincados que vão desde o fraco acesso à terra, ao capital produtivo, à fragilidade dos ecossistemas, ao fraco poder de compra, aos vários factores que se cruzam e se integram, agravados pelas crises conjunturais e internacionais

O governante destacou ainda que novas medidas complementares foram aprovadas pelo Governo e visam reforçar o acesso financeiro aos alimentos através do trabalho público que permita que as famílias possam ter rendimento adicional e possam portanto comprar os alimentos.

Também garantiu que entre as medidas adoptadas pelo Governo, está uma assistência directa às famílias em maior aflição através das organizações das ações sociais, organizações “credíveis” que tem feito “muito bem” o trabalho de assistência de forma contínua.

A reunião organizada pelo CILSS e o Clube do Sahel, em parceria com o Ministério da Agricultura e Ambiente, surge no contexto do seguimento da situação alimentar e nutricional da Região do Sahel e África Ocidental que este ano é realizado em Cabo Verde com os objetivos de avaliar a situação alimentar e nutricional, examinar e partilhar os resultados das previsões agrometeorológicas para 2022 e preparar o seguimento da campanha 2022/23.

O dispositivo regional de prevenção e de gestão das crises alimentares, PREGEC, é um instrumento desenvolvido pelo CILSS, para apoiar os países membros na recolha, produção e tratamento das informações sobre a segurança alimentar e nutricional permitindo a tomada de decisões no sentido de antecipar, prevenir e gerir as crises alimentares.

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Autoria:Expresso das Ilhas,23 jun 2022 14:18

Editado porEdisangela ST  em  25 jun 2022 18:20

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