A informação foi avançada hoje pelo presidente do Sindep, Jorge Cardoso, após um encontro de trabalho com o ministro da Educação, realizado na sexta-feira, dia 10, no qual foram discutidas várias questões que continuam a afectar os professores.
Entre as principais preocupações, o sindicalista apontou a situação dos docentes que atingiram a idade de aposentação e submeteram os seus pedidos desde Setembro de 2025, mas que ainda aguardam a publicação oficial, bem como a questão dos subsídios por não redução da carga horária.
Segundo indicou Jorge Cardoso, mais de mil professores ficaram de fora da lista publicada a 20 de Setembro de 2024.
“Embora assistamos ao ministro a dizer que já resolveu todas as pendências, isso não corresponde à verdade”, afirmou, apontando ainda como outra preocupação a não avaliação de desempenho dos professores nos últimos anos, situação que o sindicato considera ilegal e inconstitucional.
O Sindep denunciou igualmente a não implementação do Plano de Cargos, Funções e Remunerações (PCFR) para as monitoras de infância, sublinhando que, apesar de a lei prever a sua aplicação, esta ainda não está a ser cumprida na maioria das câmaras municipais.
Apesar de o ministro ter assegurado que algumas medidas serão implementadas, com efeitos no próximo ano lectivo, segundo o sindicalista, o Sindep mantém reservas quanto ao cumprimento dessas promessas.
Neste sentido, o presidente adiantou que estão neste momento a reunir com dirigentes e delegados em várias ilhas para avaliar o sentimento da classe antes de avançar com a luta programada para o dia 23 de Abril, Dia do Professor Cabo-verdiano.
“Trata-se de uma demonstração clara dirigida ao Ministério da Educação, que continua, portanto, a injustiçar os professores. Veja-se, nomeadamente, a publicação das suas aposentações: os professores estão a ter problemas com o próprio Ministério da Educação, pois alguns estão a recusar continuar a leccionar”, justificou.
Jorge Cardoso avançou que há várias questões que ainda persistem e que os professores terão de manifestar o seu desagrado junto do Governo.
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