3.ª fase do Cidade Segura arranca em Junho com chegada de equipa chinesa

PorSheilla Ribeiro,13 abr 2026 11:51

A terceira fase do projecto Cidade Segura deverá arrancar já nos próximos meses, com a chegada de uma equipa chinesa a Cabo Verde, previsivelmente a partir de Junho, para trabalhar em conjunto com a Polícia Nacional e o Ministério da Administração Interna (MAI).

O anúncio foi feito pelo ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, à margem da assinatura do Memorando de Entendimento para a implementação desta nova etapa, financiada pelo Governo da República Popular da China.

“Já nos próximos meses, em princípio a partir de Junho, chegarão elementos da equipa chinesa para trabalhar com a Polícia Nacional e com o Ministério da Administração Interna”, afirmou.

A terceira fase do projecto incide sobretudo na expansão territorial, com a inclusão de novas localidades e o reforço dos meios já existentes.

Entre os pontos abrangidos constam a ilha de Santo Antão, com enfoque no Porto Novo, e a região de Santiago Norte, incluindo Assomada e Tarrafal.

“Esta terceira fase consiste sobretudo na ampliação do projecto a novas cidades e também está previsto o alargamento nas cidades da Praia e de São Vicente”, explicou.

No caso da capital, o sistema será reforçado com mais câmaras e postos de vigilância, cobrindo um maior número de ruas, avenidas e espaços públicos. O mesmo modelo será aplicado em São Vicente, numa lógica de expansão da cobertura.

O ministro esclareceu ainda que o projecto vai além da videovigilância. “Cidade Segura é mais do que videovigilância, é comunicação e é a forma como a Polícia gera, é comando e controle”, referiu.

Quanto aos custos desta fase, o responsável governamental admitiu não dispor de dados concretos.

“O financiador é da República Popular da China. Esta componente está a cargo da República Popular da China”, disse.

Relativamente às funcionalidades, o sistema continuará a apostar na vigilância por imagem e no reconhecimento de matrículas, já em funcionamento, que será agora alargado a mais pontos do país.

Sobre o impacto do projecto na criminalidade, o ministro apontou melhorias no desempenho das forças policiais, desde o atendimento de chamadas de emergência até ao tempo de resposta e à eficácia das intervenções.

“A cidade segura trouxe uma mudança profunda na forma como a polícia faz a segurança, faz a gestão da segurança.

De referir que a primeira fase do projecto Cidade Segura foi assinada em Julho de 2017 e estava orçado em 4,5 milhões de dólares.

A primeira fase incluia a criação do Centro de Comando Operacional, em Achada Grande Frente, Praia, bem como a instalação de sistemas de videovigilância urbana, alerta inteligente e comunicação integrada (voz, SMS e dados).

Também incluiu a implementação do número único de emergência 112.

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Autoria:Sheilla Ribeiro,13 abr 2026 11:51

Editado porAndre Amaral  em  13 abr 2026 16:19

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