O anúncio foi feito pelo ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, à margem da assinatura do Memorando de Entendimento para a implementação desta nova etapa, financiada pelo Governo da República Popular da China.
“Já nos próximos meses, em princípio a partir de Junho, chegarão elementos da equipa chinesa para trabalhar com a Polícia Nacional e com o Ministério da Administração Interna”, afirmou.
A terceira fase do projecto incide sobretudo na expansão territorial, com a inclusão de novas localidades e o reforço dos meios já existentes.
Entre os pontos abrangidos constam a ilha de Santo Antão, com enfoque no Porto Novo, e a região de Santiago Norte, incluindo Assomada e Tarrafal.
“Esta terceira fase consiste sobretudo na ampliação do projecto a novas cidades e também está previsto o alargamento nas cidades da Praia e de São Vicente”, explicou.
No caso da capital, o sistema será reforçado com mais câmaras e postos de vigilância, cobrindo um maior número de ruas, avenidas e espaços públicos. O mesmo modelo será aplicado em São Vicente, numa lógica de expansão da cobertura.
O ministro esclareceu ainda que o projecto vai além da videovigilância. “Cidade Segura é mais do que videovigilância, é comunicação e é a forma como a Polícia gera, é comando e controle”, referiu.
Quanto aos custos desta fase, o responsável governamental admitiu não dispor de dados concretos.
“O financiador é da República Popular da China. Esta componente está a cargo da República Popular da China”, disse.
Relativamente às funcionalidades, o sistema continuará a apostar na vigilância por imagem e no reconhecimento de matrículas, já em funcionamento, que será agora alargado a mais pontos do país.
Sobre o impacto do projecto na criminalidade, o ministro apontou melhorias no desempenho das forças policiais, desde o atendimento de chamadas de emergência até ao tempo de resposta e à eficácia das intervenções.
“A cidade segura trouxe uma mudança profunda na forma como a polícia faz a segurança, faz a gestão da segurança.
De referir que a primeira fase do projecto Cidade Segura foi assinada em Julho de 2017 e estava orçado em 4,5 milhões de dólares.
A primeira fase incluia a criação do Centro de Comando Operacional, em Achada Grande Frente, Praia, bem como a instalação de sistemas de videovigilância urbana, alerta inteligente e comunicação integrada (voz, SMS e dados).
Também incluiu a implementação do número único de emergência 112.
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