As quase 50 embaixadas e consulados dos EUA que processam os pedidos de visto serão reduzidos para 20 nas próximas semanas, de acordo com três responsáveis norte-americanos e um memorando interno obtido pela agência de notícias Associated Press (AP).
Ainda sem data definida, a mudança está prevista para junho, disseram à AP as fontes, que falaram sob anonimato.
Numa teleconferência na passada sexta-feira, diplomatas norte-americanos, incluindo chefes consulares, foram informados de que os EUA iriam reduzir os seus serviços de vistos em toda a África, de acordo com um dos funcionários que participou na chamada.
Ao abrigo de uma diretiva aprovada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, na semana passada, o Departamento de Estado vai reduzir as operações consulares em todos os países africanos, exceto em 20 "centros" de operações, segundo os responsáveis e o memorando.
O processamento de vistos em África já foi afetado pela proibição de viagens para determinados países, bem como pela exigência de que os requerentes depositem uma caução até 15.000 dólares (aproximadamente 12.900 euros) para se poderem candidatar e, mais recentemente, pelas restrições causadas pela epidemia de Ébola.
As novas regras significam que um cidadão de um país que não seja um centro de operações terá de se deslocar a um dos 20 locais aprovados, o que pode representar desafios e custos consideráveis de viagem.
As secções consulares em países que não sejam centros de operações permanecerão abertas, mas terão serviços limitados. Poderão ainda ajudar os cidadãos americanos com renovações de passaportes e pedidos consulares de emergência, bem como casos especiais de interesse nacional e pedidos de vistos diplomáticos.
A medida faz parte do esforço da administração Trump para restringir a emissão de vistos para imigrantes e não imigrantes, como parte do seu objetivo mais amplo de limitar a imigração para os EUA e reprimir aqueles que viajam com vistos temporários, mas permanecem no país após a expiração do visto. O Governo também reduziu o número de funcionários nas embaixadas e consulados de todo o mundo.
Segundo o memorando, os 20 centros que permanecerão abertos para todo o processamento são: Abidjan, Costa do Marfim; Acra, Gana; Adis Abeba, Etiópia; Cidade do Cabo, África do Sul; Dacar, Senegal; Dar-Es-Salaam, Tanzânia; Djibuti, Djibuti; Joanesburgo, África do Sul; Kampala, Uganda; Kigali, Ruanda; Kinshasa, Congo; Lagos, Nigéria; Lomé, Togo; Luanda, Angola; Malabo, Guiné Equatorial; Monróvia, Libéria; Nairobi, Quénia; Port Louis, Maurícias; Praia, Cabo Verde; e Yaoundé, Camarões.
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