Ministra da Educação nega crispação com professores

Maritza Rosabal
Maritza Rosabal

Maritza Rosabal negou hoje, em conferência de imprensa em São Vicente, qualquer ambiente de crispação com os professores e garante que o seu ministério está a fazer tudo para melhorar condições de trabalho do corpo docente.

Depois de a presidente do PAICV ter apontado para uma má relação entre os professores e o ministério da Educação, Maritza Rosabal comentou que “os discursos, quando são passados muitas vezes,  e não se reage, até parece que se convertem numa verdade, e esta insistência têm sido em que há crispações na relação entre os docentes e a governante. Neste caso, acho que há aqui uma insistência numa leitura em que não sei em que dados se baseia, não sei de onde sai isto. Até este momento, não recebemos nenhum elemento nesse sentido, muito pelo contrário”.

A ministra assegurou também que o diálogo com os professores tem sido permanente e que o ministério está a promover encontros com os professores. “Nós estamos a ter encontros com todos os docentes. Tivemos aqui no Mindelo, e vamos continuar a ter em todos o país, encontros com os docentes a tratar as questões que realmente interessam para melhorar a qualidade da educação e ter melhores resultados. E há outra questão, nós estamos a fazer tudo o possível para melhorar a gestão do pessoal docente e a melhorar as condições de trabalho dos docentes. Até este momento, estamos a cumprir rigorosamente com os prazos na resolução dos pendentes e já há mais de 3 mil professores beneficiados com a reclassificação, com as progressões e com os subsídios”, explicou Maritza Rosabal.

Quanto à existência de professores contratados, Maritza Rosabal não nega a sua existência mas explica que “há professores contratados por 2 meses por 3 meses, que são professores que são contratados por substituição. Por vezes, os contratos são feitos por um mês, por dois meses. Acho que se está a levantar desnecessariamente uma suspeição e até porque se algum professor se sente acossado, há mecanismos para apresentar estes casos. Como disse, tenho dialogado com os sindicatos, temos tido respostas, e nunca nos foi colocada essa situação”.

Quanto às acusações feitas por Filomena Martins, deputada do PAICV, que acusou o governo de ter retirado o ensino superior da agenda política nacional, a ministra diz que não se revê “nessas criticas".

"Acho que nessa matéria estamos a trabalhar com muita segurança e com o envolvimento de todos. Eu penso que tem havido uma melhoria nas condições financeiras na universidade pública. Há um reforço das verbas e depois estamos em todo o processo de constituição de órgãos que são importantíssimos, como o gabinete de ciência e tecnologia, a agência reguladora do ensino superior e ainda foi criada uma nova faculdade de educação e desporto”, comenta.

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Autoria:Andre Amaral, Lourdes Fortes, Rádio Morabeza,6 abr 2018 15:12

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  21 nov 2018 3:23

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