​"Impasse na gestão da CMSV coloca problemas dos munícipes em segundo plano" - UCID

PorLourdes Fortes, Rádio Morabeza,10 mai 2022 14:14

A não resolução dos impasses na gestão da Câmara Municipal de São Vicente está a colocar os problemas dos munícipes em segundo plano. Quem o diz é o líder da bancada dos Democratas Cristãos na Assembleia Municipal, que reafirma que a situação que se vive na autarquia é da responsabilidade do presidente da câmara municipal.

Jorge Fonseca falava em conferência de imprensa realizada na sede do partido, em São Vicente.

“São várias as queixas que os munícipes têm trazido ao conhecimento dos eleitos na assembleia, derivado desta situação que se vive na Câmara Municipal de São Vicente, que faz com que as suas preocupações não sejam prioridades. A responsabilidade do que se vive na autarquia é da responsabilidade directa do presidente, que tem mostrado imensas dificuldades em gerir uma autarquia genuinamente democrática e multicolor”, afirma.

Jorge Fonseca aponta para a necessidade de criação de um espaço de diálogo e construção de consensos, “de modo a desbloquear” a actual situação.

“Neste contexto, devem criar-se entendimentos e consensos, para que se governe num clima de paz, tranquilidade e concórdia e, consequentemente, desenvolvendo projectos que contribuirão para alavancar a ilha, do ponto de vista económico, político e social”, adverte.

Segundo Fonseca, “o município tem por realizar oito sessões ordinárias da câmara”, situação que classifica de “extremamente grave e preocupante”.

“Constitui uma grave ilegalidade, a não realização das sessões ordinárias de Fevereiro, para apreciação do relatório de actividades dos órgãos executivos municipais, e da sessão do mês de Abril, para a apreciação das contas de gerência”, acrescenta.

Recorde-se que o MpD venceu as eleições de 25 de Outubro de 2020, em São Vicente, mas sem maioria absoluta. Na câmara, conseguiu quatro mandatos. A UCID elegeu três vereadores e o PAICV dois.

Desde então, são várias as denúncias, de ambos os lados, sobre a falta de entendimento na gestão da autarquia entre os partidos da oposição e o presidente eleito. Em 27 de Julho de 2021 foi estabelecido um memorando de entendimento mas que, segundo a oposição, alegadamente, não produziu efeitos práticos.

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Autoria:Lourdes Fortes, Rádio Morabeza,10 mai 2022 14:14

Editado porAndre Amaral  em  24 mai 2022 14:19

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