“Um orçamento reduzido, armadilhado e que foge ao controle preventivo do Parlamento. Um orçamento com uma despesa de 95,6 milhões de contos, com um corte de 2,2 milhões de contos, isso em relação ao orçamento do ano anterior e face ao orçamento reprogramado de 2025, um corte de cerca de 7 milhões de contos”, indicou.
Para o PAICV, a não entrega das diretrizes orçamentárias ao parlamento revela a falta de capacidade de gerir e planear o país.
“A não entrega das diretrizes orçamentais ao Parlamento mostra que o Governo quer actuar com mãos livres, esquivando ao Parlamento, ao Conselho de Finanças Públicas e aos cabo-verdianos, os verdadeiros donos do dinheiro público. O diferencial entre o valor total das despesas projetadas nas diretrizes, 5,7 milhões de contos, demonstra que o governo já não está com a capacidade de gerir ou planificar o país”, frisou.
Segundo António Fernandes , os problemas do país são reflexo da falta de investimento no sector público.
“Os problemas que o país vem enfrentando, é o reflexo da falta de investimentos públicos, a crise energética que o país enfrenta, Governo não fez qualquer investimento nos últimos 10 anos. A crise na água é o reflexo da falta de investimentos. A crise nos transportes domésticos, falta de investimentos. E a saída em debandada das pessoas para fora do país demonstra que o crescimento que o país vem registrando não é nos sectores produtivos. O governo prefere uma gestão às cegas, uma gestão orçamental que prejudique o futuro da nova geração, um orçamento que não preserve o espaço para o investimento produtivo”, concluiu.
A primeira sessão plenária de novembro arranca esta quarta-feira, tendo como ponto central a discussão e aprovação, na generalidade, da proposta de lei que aprova o Orçamento de Estado para o ano económico de 2026.
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