O chefe do executivo falava aos jornalistas após a cerimónia de deposição de uma coroa de flores no Memorial Amílcar Cabral, no âmbito das comemorações do Dia dos Heróis Nacionais, ocasião em que sublinhou que a história de Cabo Verde está intrinsecamente ligada ao legado de Cabral.
“A independência está muito ligada à figura de Amílcar Cabral. Num país consensual, isso não significa que todos interpretem da mesma forma, mas há uma grande maioria que assim o considera”, afirmou Ulisses Correia e Silva, quando questionado sobre o simbolismo da efeméride.
Para o chefe do Governo, a história é constituída por personagens, personalidades, momentos e acontecimentos, cuja interpretação pode variar.
Ulisses Correia e Silva fez questão de distinguir o papel histórico de Cabral enquanto libertador do período que se seguiu à independência, salientando que “tudo aquilo que foi o regime após a independência é algo que não foi, pelo menos, protagonizado por Amílcar Cabral”.
Nesta linha de pensamento, o primeiro-ministro apelou a uma compreensão profunda da história, para que as gerações vindouras conheçam o percurso de resiliência e de luta do arquipélago.
“É fundamental valorizar os momentos importantes e manter sempre viva a história”, reforçou.
A cerimónia de hoje, que contou com a presença das mais altas individualidades do Estado, assinalou o 53.º aniversário da morte de Amílcar Cabral, patrono da nacionalidade e dos Heróis Nacionais.
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