Informações avançadas, hoje, em São Vicente, durante a apresentação do balanço dos trabalhos realizados na sequência da tempestade de 11 de Agosto.
As realizações no capítulo das infra-estruturas foram detalhadas pelo ministro das Infra-estruturas, Ordenamento do Território e Habitação, Victor Coutinho, que fala numa taxa de execução física na ordem dos 52%. “Trata-se do valor destinado ao programa de reabilitação e reconstrução de São Vicente, no que diz respeito às infra-estruturas. Inclui edifícios públicos que precisam de ser reabilitados, bem como alguns edifícios que sofreram danos. As prioridades são as estradas municipais e nacionais, a drenagem pluvial e urbana, a rede de esgoto, a rede de água e a repavimentação de Mindelo. Estas são as grandes áreas contempladas. Temos também um eixo fundamental, que é o da habitação. Neste momento, mobilizamos 1,2 mil milhões de escudos, que já estão em execução. Na semana passada, aprovamos a última resolução para São Vicente, relativa ao ano de 2026, no valor de cerca de 900 milhões de escudos. No total, estamos a falar de mais de 2,2 mil milhões de escudos”, explicou.
O valor global previsto para o programa nas três ilhas afetadas pela tempestade Erin - São Vicente, Santo Antão e São Nicolau - é de cerca de 4 mil milhões de escudos. Na mesma cerimónia, o ministro das Finanças, Olavo Correia, assegurou que este montante já está contratualizado através de fundos internos, bem como os 2 mil milhões de escudos destinados a Santiago Norte, também afetada pelas últimas chuvas.
Quanto às empresas e particulares afetados pela tempestade Erin em São Vicente, o ministro da Promoção de Investimentos e Fomento Empresarial, Eurico Monteiro, garantiu que já foram mobilizados mais de 350 mil contos em subvenções e apoios financeiros.
“Com a quarta tranche disponibilizada a 27 de janeiro de 2026, eis o ponto da situação: Microempresas, 243 afectados, totalizando 40 milhões e 610 mil escudos. Pequenas empresas, 6 afetadas, 3 milhões de escudos. Médias empresas, 19 afetadas, 22 milhões e 500 mil escudos. Grandes empresas, 3 afetadas, 30 milhões de escudos. Particulares, temos 2.480, com pagamento total de 75.990.000 escudos”, aponta.
Por outro lado, o Governo informou que está a prestar apoio a cerca de 800 famílias afectadas. Segundo o ministro da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, Fernando Elísio Freire, o apoio abrange diferentes situações.
“Portanto, em termos gerais, naquilo que são as necessidades, o número das famílias impactadas, os números variam de acordo com o efeito direto em cima de cada família. Mas no global, se somarmos as 500 famílias que estamos a apoiar directamente, se somarmos as 126 famílias que estamos a apoiar com equipamentos, se somarmos a isso as 70 famílias que estamos a arrendar casas, mais as 10 famílias que infelizmente tiveram morte, os números aproximam-se de quase 800 famílias que o Governo está diretamente a actuar neste momento”, diz.
No domínio da habitação, o ministro explicou que 70 famílias que tiveram de deixar as suas casas foram apoiadas com arrendamentos temporários, das quais 24 já se encontram em habitação assegurada pelo Governo, enquanto as restantes permanecem noutros espaços devido à dificuldade em encontrar imóveis disponíveis.O Ministério tem ainda em curso a reabilitação de 126 casas, destinadas a famílias que necessitam de recuperar as suas habitações danificadas. Até ao momento, 60 casas já foram concluídas e 45 encontram-se em fase final de obras.
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