URDI de volta à praça

PorLourdes Fortes, Rádio Morabeza,25 nov 2021 8:57

​A edição 2021 da Feira de Artesanato e Design (URDI) arrancou esta quarta-feira, em São Vicente, naquilo que é considerado um regresso a casa. Sob o lema "imaginar futuros", a Praça Nova volta a ser palco do certame, que acontece até 28 de Novembro e conta com a presença de 161 artesãos e designers, de todos os municípios do país.

A cerimónia de abertura foi presidida pelo ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, que lamentou o facto de o retorno da URDI à praça não coincidir com a conclusão das obras do Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design (CNAD).

“Realçar aqui e fazer a 'mea culpa' de não termos cumprido a promessa de este ano fazermos a URDI com o Centro Nacional de Arte e Artesanato e Design terminado”, lamentou.

As obras de reabilitação e ampliação do CNAD arrancaram em Fevereiro de 2019, inicialmente com a duração prevista de 12 meses. Financiado pelo governo, o projecto inicial estava estimado em cerca de 58 mil contos.

Conforme Abraão Vicente, devido ao actual contexto, provocado pela pandemia, "projectos estruturantes foram colocados em modo de pausa”.

“Se os nossos projectos, os eventos, não pararam [por causa da pandemia], projectos estruturantes tiveram que ser colocados em modo de pausa, não conseguiremos terminar esta obra se não conseguirmos retomar à normalidade e o retomar da URDI, este ano, à praça, no coração de Mindelo, é sinal que iremos retomar e terminar a obra do CNAD”, acrescentou.

Este também é um sinal, segundo a mesma fonte, de que o Governo, junto com a Câmara Municipal de São Vicente, vai promover a “requalificação total” da Praça Nova, com um “olhar moderno, avançado e integrado com a visão vanguardista” da arquitectura e design do novo CNAD.

Por seu lado, o director do CNAD, Irlando Ferreira, destacou a necessidade de criação de novas oportunidades, tendo como âncora a arte e o artesanato.

“Temos a responsabilidade de imaginar futuros, de construir novos paradigmas, da preservação do valor intrínseco da natureza no presente e para o futuro. Neste ponto, acreditamos que a arte e o design, o saber fazer, as técnicas e tecnologias artesanais, a criatividade, os conhecimentos ancestrais, podem dar um contributo fundamental na qualidade de vida e na prosperidade a longo prazo, necessários ao bem-estar e harmonia entre as pessoas e a natureza”, defendeu.

A URDI é organizada anualmente entre os meses de Novembo e Dezembro, em São Vicente, pelo Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design (CNAD), tutela do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, considerado o maior evento nacional dedicado às Artes, Artesanato e Design.

O presidente da Câmara Municipal de São Vicente sublinhou a riqueza do artesanato cabo-verdiano e enalteceu a importância da feira na promoção da identidade do arquipélago.

“O artesanato é uma das formas mais espontâneas de expressão do povo cabo-verdiano. Em todas as partes do país é possível encontrar artesanato diferenciado, criado de acordo com as variantes culturais do modo de vida local, essa diversidade faz do artesanato cabo-verdiano um trabalho rico e criativo, o que faz da sua apresentação fonte de renda e divulgação do país e da sua identidade”, assegurou.

De recordar que outras actividades que compõem a programação da Urdi arrancaram mais cedo, com residências artísticas e lançamento de editais.

A URDI 2021 regressa à Praça Nova, depois de, na edição anterior, ter decorrido num formato diferente, devido à pandemia. Os municípios do Sal e de Ribeira Grande de Santiago são os destaques da edição.

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Autoria:Lourdes Fortes, Rádio Morabeza,25 nov 2021 8:57

Editado porAndre Amaral  em  2 dez 2021 18:19

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