Segundo uma nota enviada, o livro traz ritual funerário em que as acções aparecem direccionadas para a perspectiva dos ritos de passagem e no contexto de um grande susto em que a apanha de espírito ocorre numa estratégia terapêutica em termos de tratamento individual e colectivo.
O livro vem numa perspectiva do ritual da morte e não só, uma das nossas preocupações essenciais tem a ver com a necessidade de compreendermos as diversas técnicas utilizadas no processo de apanha de espírito e tentarmos perceber o alcance do seu significado simbólico e as interpretações das condutas que suscitam no quadro das mudanças da mentalidade dos atores sociais santiaguenses que devem ser conhecidas.
Arlindo Mendes é natural de São Miguel Arcanjo, interior de Santiago, licenciado em História pelo ISE (Instituto Superior de Educação) de Cabo Verde, Mestre em Estudos Africanos pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Portugal), Doutor em Antropologia/Etnologia pela Universidade de Pau et Pays de l’Adour (França).
Mendes é antigo professor de Antropologia na Uni-CV, onde coordenou vários projectos de investigação. Foi presidente do Conselho Pedagógico e presidente do Departamento de Ciências Sociais e Humanas daquela universidade. É autor de vários artigos científicos relacionados com a temática da morte.
É autor das obras Rituels Funéraires à Santiago aux îles du Cap-Vert (2011), Viver a morte em Santiago: uma abordagem etnográfica (2012), Ritual de Apanha de Espírito em Santiago de Cabo Verde (2018), Prática de “Rasta N’guka” em Santiago rural (2021) e Ritual de “Apanha de Espírito” em Santiago de Cabo Verde, 2ª edição (2025).
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