Na cerimónia de apresentação, o presidente dos CCV, Isidoro Gomes, afirmou que a emissão filatélica assinala um feito inédito alcançado graças ao empenho de jogadores, treinadores e dirigentes, sublinhando que a iniciativa resulta de uma parceria com a Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF).
Segundo o responsável, a colaboração entre as duas instituições simboliza a união dos cabo-verdianos em torno de um objectivo comum e representa mais um momento marcante na história do país. Acrescentou que este é o quinto selo comemorativo dedicado a feitos do desporto nacional.
Isidoro Gomes considerou natural a associação dos CCV à estreia de Cabo Verde numa fase final do Mundial, defendendo que o selo permitirá perpetuar a memória da qualificação junto dos cabo-verdianos e dos coleccionadores, tanto no país como na diáspora.
O presidente dos Correios indicou que o selo já está disponível em duas versões, com valores faciais de 40 e 60 escudos, destinados ao correio nacional e internacional, respectivamente.
Anunciou ainda uma emissão inicial de 80 mil exemplares para o mercado nacional e para a diáspora, admitindo a possibilidade de uma nova produção caso a procura o justifique.
Na ocasião, voltou a defender a actualização das tarifas postais, argumentando que os custos operacionais dos serviços prestados pelos Correios são actualmente superiores às receitas geradas pelas taxas em vigor.
O selo foi concebido pelo artista plástico Tutu Sousa, que explicou ter procurado transmitir, através do design, a força, a determinação e a ambição dos cabo-verdianos, integrando igualmente elementos que representam o apoio da diáspora à selecção nacional.
O artista manifestou satisfação por ter participado no projecto, considerando uma honra contribuir para a celebração da primeira presença dos “Tubarões Azuis” num Campeonato do Mundo.
Por sua vez, o presidente da FCF, Mário Semedo, agradeceu a iniciativa dos Correios de Cabo Verde e considerou que o país vive um momento histórico para o futebol nacional.
Segundo o dirigente federativo, o selo levará pelo mundo a imagem da selecção e do país, simbolizando não apenas a participação da equipa nacional, mas também a concretização de um sonho partilhado pelos cabo-verdianos.
Mário Semedo sustentou ainda que a qualificação para o Mundial demonstra que a dimensão geográfica de Cabo Verde não condiciona as suas ambições, destacando a capacidade de superação e a resiliência do povo cabo-verdiano.
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