Mais de sete mil passageiros afectados pelos cancelamentos na Cabo Verde Airlines

PorNuno Andrade Ferreira,10 jul 2018 22:57

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Um dos aviões que deverá integrar em breve a frota da TACV
Um dos aviões que deverá integrar em breve a frota da TACV

A falta de aviões na Cabo Verde Airlines (ex-TACV) já levou ao cancelamento de 55 voos, afectando cerca de 7.550 passageiros, desde o dia 2 de Julho, revelou a companhia.

De acordo com a empresa, a operação mantém-se suspensa, com os voos cancelados. Não há previsão exacta do regresso à normalidade, prevista para os "próximos dias".

Segundo uma nota da transportadora, foi assegurada a protecção de 90% dos passageiros, estando os restantes 10% em processo de tentativas de acolhimento em companhias terceiras.

"Estamos a trabalhar incansavelmente para remarcar todos os nossos passageiros em voos alternativos e garantir que chegam ao seu destino da forma mais rápida e confortável possível", diz a administração.

"Estas são circunstâncias extraordinárias que estamos a enfrentar e prevemos que sejam resolvidas nos próximos dias, por forma a restabelecer a operação a curto prazo", lê-se no mais recente comunicado da companhia de bandeira.

As dificuldades operacionais da Cabo Verde Airlines começaram no dia 2 de Julho, por atrasos na reposição da frota.

O Boeing 767, cuja chegada estava prevista para quarta-feira (4) ainda não está em Cabo Verde. A segunda aeronave, um Boeing 757, estará na fase final de inspecção para registo e certificação.

A gestão da TACV está, desde Agosto de 2017 e pelo período de um ano, sob contrato de gestão da Icelandair. Desde então, esta é a segunda vez que a transportadora fica sem voar por falta de aviões. O primeiro caso aconteceu em Setembro do ano passado, por avaria do único aparelho que a companhia tinha na frota. 

Já em Maio deste ano, reagindo a uma notícia do jornal A Nação, que avançou com a iminência de a Cabo Verde Airlines ficar novamente sem aviões, o Primeiro-Ministro negou que tal pudesse acontecer. 

“O risco que havia está resolvido (...) eu não sei onde é que o A Nação obtém essas informações", comentou Ulisses Correia e Silva aos jornalistas.

A companhia pública está a ser reestruturada, para posterior privatização, operação que o Governo quer concluir até final deste ano. No âmbito do plano de reestruturação, já saíram dos quadros da empresa cerca de 200 funcionários.

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Autoria:Nuno Andrade Ferreira,10 jul 2018 22:57

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  14 nov 2018 3:23

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