Segundo informou hoje o INE, o déficit da balança comercial aumentou 0,8% e a taxa de cobertura subiu 1,2 pontos percentuais.
As exportações totalizaram 7.940 mil contos em 2024, um acréscimo de 2.296 mil contos face ao ano anterior. As transações com a Europa aumentaram 41,7%, passando de 5.305 mil contos em 2023 para 7.519 mil contos em 2024.
A evolução positiva também foi registada na África (114,8%), América (10,5%), Ásia e Oceânia (28,4%) e Resto do Mundo (50,0%).
Espanha manteve-se como o principal destino das exportações cabo-verdianas, representando 63,6% do total, com um crescimento de 51,3%. A Itália ficou em segundo lugar com 15,7%, seguida por Portugal (11,6%), Estados Unidos (3,7%) e o Reino Unido (3,3%).
O INE diz ainda que cerca de 90% das exportações saíram da alfândega do Mindelo, que concentra as principais empresas exportadoras e infraestrutura de apoio à exportação.
Relativamente às importações, totalizaram 190.434 mil contos em 2024, um aumento de 3.802 mil contos em relação a 2023. A Europa foi o principal fornecedor, representando 63,6% das importações, seguida pela Ásia e Oceânia (25,9%), África (5,1%), América (4,3%) e Resto do Mundo (1,1%).
Portugal liderou como principal fornecedor, com 30,7% das importações, seguido pela Espanha (12,1%), Índia (8,1%), Itália (6,7%) e Emirados Árabes Unidos (5,8%).
A alfândega do Mindelo registou o maior crescimento absoluto no valor das importações, representando 43,6% do total importado em 2024.
Segundo a mesma fonte, em 2024, a balança comercial apresentou variações positivas na Europa (8,6%), África (310,7%) e Resto do Mundo (5,6%). Por outro lado, a América (-42,4%) e a Ásia (-15,5%) registaram saldos comerciais negativos em comparação com 2023.