Cabo Verde e Portugal descartam necessidade de rever acordo cambial

PorSheilla Ribeiro,3 abr 2025 12:18

O Primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, e o governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, afirmaram não ver necessidade de rever o acordo cambial entre os dois países e enfatizaram a sua importância para a estabilidade e confiança na economia cabo-verdiana.

Em declarações à imprensa antes do lançamento do livro “Literacia Financeira em Crioulo Cabo-verdiano”, numa cerimónia no Banco de Cabo Verde.

Segundo Ulisses Correia e Silva, o acordo cambial estabelecido em 1998 tem sido um factor determinante da estabilidade e da confiança da economia cabo-verdiana.

O governante realçou ainda que o país beneficiou da previsibilidade nas operações comerciais e de investimento com a Europa e que o compromisso com a estabilidade macroeconómica tem sido essencial para a manutenção da paridade.

Questionado sobre a necessidade de rever o acordo, Ulisses Correia e Silva afastou essa hipótese, defendendo antes um aprofundamento da cooperação. “Esse acordo depois estendeu-se à própria relação com a União Europeia. A relação entre os bancos centrais é muito abrangente no sector económico e financeiro. Agora, na última cimeira, reforçamos com um conjunto de novos acordos”, explicou.

Para o Primeiro-ministro, a relação com Portugal é excelente e com tendência de se reforçar cada vez mais.

Por sua vez, o governador do Banco de Portugal, Mário Centeno manifestou satisfação com o estado da cooperação financeira entre os dois países.

“Nós temos uma relação de cooperação com o Banco de Cabo Verde única, a mais intensa com qualquer outra instituição, bancos centrais do mundo”, afirmou.

Uma das peças fundamentais dessa cooperação é, segundo Mário Centeno, o acordo cambial, que tem funcionado e que permitiu a ancoragem de muitas variáveis “importantes” para a vida das pessoas, como a inflação, os desequilíbrios externos e a constituição de reservas.

Para o governador do Banco de Portugal, Cabo Verde tem conseguido projectar-se no mundo com elevados níveis de estabilidade.

“Algo que não observamos em muitos sítios”, disse.

Sobre eventuais revisões do acordo, Centeno não identificou necessidades urgentes.

“Claro que estes acordos são sempre possíveis de aprofundar, de melhorar em aspectos que se possam considerar importantes. Neste momento, essa avaliação é feita quase em contínuo e sempre que é necessário acontece, mas eu não acho que tenhamos neste momento uma necessidade de olhar para aspectos muito específicos do acordo”, concluiu.

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Autoria:Sheilla Ribeiro,3 abr 2025 12:18

Editado porAndre Amaral  em  4 abr 2025 8:07

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