Ester Oliveira, falava em declaração à Inforpress, os motivos que levaram à retirada de alguns produtos do mercado, nomeadamente, o medicamento Loratadina Xarope, os cosméticos Gelatina Alice e a marca Vida Verde, do mercado.
Segundo a Entidade Reguladora Independente da Saúde (ERIS), estas medidas preventivas são resultado de um sistema de “fiscalização rigoroso” desta instituição que monitoriza a qualidade e a segurança de todo o ciclo de vida dos produtos no país.
Explicou ainda, que estas decisões surgem na sequência de notificações e denúncias recebidas pela instituição.
No que diz respeito ao lote SN4386 do medicamento Loratadina MG®, em xarope, fabricado pelos Laboratórios Sangeeta Pharma, fez saber esta responsável, que a suspensão da comercialização e recolha foram decretadas depois de a ERIS detectar "cristais translúcidos insolúveis" em alguns frascos do medicamento.
Esta anomalia indica uma alteração das propriedades físicas do xarope, o que é susceptível de comprometer a qualidade e a segurança do produto final.
A retirada deste medicamento surge como medida de precaução, pelo que, sublinhou a mesma fonte, isto não significa que o medicamento em si seja perigoso, ou que já tenham sido registadas reacções adversas ou haja algum reporte de danos à saúde provocados pelo medicamento.
No caso da Gelatina Alice contou que ficou decretada a suspensão da comercialização e a retirada imediata do mercado após se constatar a presença de uma substância conservante proibida para este tipo de produto.
Continuou elucidando que se trata de uma mistura de conservantes permitida apenas em cosméticos enxaguáveis e em concentrações reduzidas, uma vez que o uso prolongado pode causar alergias às pessoas.
Quanto à marca Vida Verde, explicou que as investigações ainda estão em curso, afirmando que a ERIS recebeu denúncias relacionadas à qualidade e à falta de regularização dos produtos e, por não ser possível garantir a segurança dos consumidores, determinou a suspensão da comercialização, embora ainda não tenha sido ordenada a retirada do mercado.
Aquela responsável pela Regulação Farmacêutica da ERIS adiantou que a decisão final deverá ser tomada após o encerramento das averiguações.
A ERIS confirmou que as medidas relativas aos produtos cosméticos foram desencadeadas na sequência de denúncias, algumas mencionando suspeitas de danos à saúde. No entanto, a entidade não especificou queixas clínicas concretas, reforçando que a actuação se baseia na protecção do consumidor e no cumprimento das normas de segurança.
Em relação aos operadores económicos que ainda têm estes produtos em stock, a ERIS orienta que, no caso da Gelatina Alice, a retirada é obrigatória devido à substância proibida identificada.
Já para os produtos Vida Verde, a orientação é suspender imediatamente as vendas até nova ordem, aguardando o desfecho das investigações.
A Entidade Reguladora sublinha que todas as decisões foram adoptadas com base no princípio da precaução, priorizando a saúde pública e a qualidade dos produtos disponíveis no mercado cabo-verdiano.
A Entidade Reguladora Independente da Saúde de Cabo Verde reitera o apelo à colaboração de operadores e cidadãos para garantir a segurança no uso de medicamentos e produtos cosméticos.
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