Missão do FMI em Cabo Verde marca início do diálogo com novo Governo

A gestão das empresas públicas continuará a ser um dos principais temas do diálogo entre o Fundo Monetário Internacional (FMI) e as autoridades cabo-verdianas. A garantia foi dada pelo chefe da missão do FMI, Martin Schindler, que falava à imprensa à margem da visita de trabalho da missão ao país, destinada a estabelecer os primeiros contactos com o novo Governo.

Segundo o representante do Fundo, a visita tem como objetivo conhecer as prioridades da nova governação e assegurar a continuidade da cooperação entre as duas partes.

"Estamos aqui para uma breve visita, a fim de nos reunirmos com o novo governo e dar continuidade ao nosso apoio a Cabo Verde. O FMI tem sido um parceiro de Cabo Verde. Temos mantido uma parceria sólida há muitos anos, há muitas décadas, e o FMI continua pronto a apoiar Cabo Verde e as suas políticas económicas. Temos dois acordos de programa em curso. Compreendemos que o novo governo tem prioridades novas e diferentes, e queremos compreendê-las melhor e ver como podemos apoiá-las.", realça.

Por sua vez, a secretária de Estado das Finanças, Maria José Lopes, afirma que a parceria com o FMI reforça a confiança do Governo na concretização das reformas económicas e das prioridades definidas pelo Executivo.

"A certeza que temos é que estamos no caminho certo. Continuamos a contar com um parceiro estratégico de longa data. Cabo Verde celebra 51 anos de independência e, há 48 anos, o FMI acompanha o país no seu processo de desenvolvimento. Temos a certeza de que contamos com um parceiro estratégico para materializar a visão que constitui um dos pilares desta nova governação", afirma.

A governante garante que o novo Governo vai manter os compromissos assumidos com o FMI, conciliando reformas de maior cariz social com investimentos em setores estratégicos.

"Aquilo que é bom para Cabo Verde continua, aquilo de que Cabo Verde precisa, nós continuaremos a fazer. E, claro, iremos realizar reformas, podendo haver ajustes mais à esquerda ou mais à direita, porque temos um pendor social muito forte. Acreditamos que, para que o social funcione - empregos, educação, saúde -, é preciso também fazer investimentos fortes noutras áreas prioritárias."

A missão do FMI prolonga-se até 24 de julho e inclui reuniões de trabalho com os Ministérios das Finanças e da Economia, Comércio, Indústria e Transição Digital, o Banco de Cabo Verde, parceiros, membros da comunidade diplomática, instituições financeiras e representantes do setor privado.

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Autoria:Selton Monteiro (Estagiário), Rádio Morabeza,21 jul 2026 15:55

Editado porAndre Amaral  em  21 jul 2026 21:19

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