Guterres diz que movimentos nas ex-colónias tiveram impacto no fim da ditadura em Portugal

PorExpresso das Ilhas, ONU News,22 fev 2019 8:11

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António Guterres
António Guterres(ONU)

O secretário-geral da ONU disse esta quinta-feira que a Revolução dos Cravos, que em 25 de Abril de 1974 terminou com a ditadura em Portugal, foi apenas possível “graças à acção dos movimentos de libertação, FRELIMO, em Moçambique, MPLA, em Angola, e PAIGC, na Guiné-Bissau.”

António Guterres discursou durante a abertura do encontro anual da Comissão Especial de Descolonização, na sede da ONU, em Nova Iorque.

O chefe da ONU disse que este era um tema próximo do seu coração, após lembrar que nasceu em Portugal durante a ditadura de António de Oliveira Salazar. Segundo o responsável, a ditadura oprimiu “não apenas o povo português, mas também o povo das ex-colónias.”

Guterres explicou que a acção dos movimentos de libertação “fez os militares portugueses perceberem que [a Guerra Colonial] era uma guerra sem sentido, que tinha de ser parada e que a única forma de a parar era com uma revolução em Lisboa.”

O secretário-geral disse que se lembra de ser jovem e ver “na propaganda do regime referências muito negativas” a esta Comissão da ONU. Por isso, explicou, foi muito “emocionante”, depois de “viver de forma tão intensa” a libertação do seu país e das ex-colónias, ser presidente temporário da comissão na sessão de abertura. 

O secretário-geral mencionou depois o envolvimento da ONU nos processos de independência das últimas décadas. Segundo ele, “a descolonização ajudou a transformar a adesão das Nações Unidas, impulsionando o crescimento dos 51 membros originais para os 193 de hoje.”

Para o chefe da ONU, “a descolonização é um dos capítulos mais significativos da história da organização.”

Lembrando que ainda existem 17 territórios não autónomos em todo o mundo, Guterres afirmou que “essa história ainda está a ser escrita” e que cada um dos casos “merece atenção”.

Para alcançar a descolonização, Guterres diz que “as vozes dos povos dos Territórios devem ser ouvidas”, como aconteceu neste caso.

O secretário-geral afirmou que a cooperação de todos os interessados é “vital”. É também “primordial” que os povos compreendam as opções disponiveis e que têm direito de escolher livremente.

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Autoria:Expresso das Ilhas, ONU News,22 fev 2019 8:11

Editado porNuno Andrade Ferreira  em  20 jul 2019 23:22

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